Abertura do 8º Consenge prometeu amplo debate sobre engenharia

Florianópolis, 8 de setembro de 2008

"Túlio participa da mesa de abertura"
Com o lema "Engenharia e Desenvolvimento com Inclusão Social", o 8º Congresso  Nacional de Sindicatos de Engenheiros (Consenge) discutiu o papel da engenharia nacional e refletiu sobre o mercado de trabalho no contexto mundial. Durante a semana passada, em Florianópolis, engenheiros e entidades afins se reuniram para debater três temas: "A Engenharia na Construção da Sustentabilidade", "Energia, Ambiente e Inclusão Social" e "Organização Sindical".
 
Na abertura, o presidente do Confea, eng. civil Marcos Túlio de Melo, disse acreditar que é preciso fazer uma aliança com o movimento estudantil. "Trazer os estudantes para o movimento sindical é tarefa urgente", declara. Ele também considera que é necessária uma rearticulação com os movimentos sociais, como os movimentos de luta pela moradia, pela reforma urbana e pela reforma agrária. "O Senge tem um papel fundamental nessa mobilização, marcharemos juntos", afirmou.

O presidente do Crea-SC Raul Zucatto disse que o maior desafio do momento reside na inclusão social. "Vivemos num país desigual, de extremos, o déficit habitacional gira em torno de 50 milhões de pessoas no país, em Santa Catarina este número está por volta de 200 mil", explica. Ele contou que considera que é preciso buscar o uso racional dos recursos naturais, técnicos e financeiros, para promover a inclusão social com preservação ambiental.

O presidente da Empresa de Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Ditmar Afonso Zimath, disse que o desenvolvimento sustentável é um desafio a ser enfrentado e compreendido por todos. Segundo ele, o desenvolvimento passa pela competitividade e a inclusão social passa por uma reengenharia. "A questão ambiental só terá avanços quando entendermos que o ser humano tem características próprias que remetem a cultura da população que ocupa determinado espaço", garantiu.
 
O presidente da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), Olimpio Alves dos Santos, destacou os outros Consenges e falou da importância da aliança com os sindicatos majoritários e do avanço nas negociações pelos engenheiros. Ele afirmou que a união da categoria faz da Federação uma das maiores entidades de engenharia do país. O atual presidente da Fisenge disse ter certeza que a próxima diretoria vai continuar com um trabalho eficaz e fortalecer a importância estratégica da entidade. "É preciso colocar os engenheiros na discussão nacional, nós somos os profissionais do desenvolvimento", afirmou.