A Geopolítica e a Integração da América Latina: reflexos econômicos

Brasília, 3 de dezembro de 2008

A oscilação da economia mundial e seus reflexos no Brasil foram avaliados ontem, durante o seminário A Nova Geopolítica Mundial e a Integração da América Latina, evento promovido pela Fisenge (Federação dos Sindicatos de Engenheiros) e associado a WEC 2008.

Segundo análise da economista Ceci Juruá, a estimativa de crescimento brasileiro em 2009 é de 2, 6%”, contra os 5,2% de 2007 “Isso quer dizer que estamos diante de um crescimento reduzido, à porta da estagnação”, avalia Ceci, que integra o Projeto Outro Brasil - Laboratório de Políticas Públicas, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

Ela aponta dois riscos a serem enfrentados nos próximos períodos: a desnacionalização empresarial e a dívida pública.  “O empresário brasileiro não tem como competir com o mercado internacional”, afirma. As taxas de juros na Europa estão em torno de 3%; no Japão, 0%; enquanto, no Brasil, a taxa Selic (taxa básica de juros no país), alcança a casa de 13%, acrescenta.

Dione Santana
Equipe de Comunicação da WEC 2008