Brasília, 4 de dezembro de 2008
No dia da abertura oficial da WEC 2008, ontem, (3 de dezembro) os participantes do Congresso assistiram aos painéis que vinculam a engenharia a diversos temas. O vice-presidente da Academia Chinesa de Engenharia, Pan Yunhe, abordou as tendências de desenvolvimento da tecnologia da informação e da indústria chinesa, no painel "Tecnologia da Informação e da Comunicação".
Pan Yunhe expôs a situação atual da industria na China. Segundo ele, o consumo de produtos tecnológicos aumentou bastante no país, nos últimos anos. Muitos chineses passaram a consumir mais televisores, laptops e celulares. Também aumentou o número de pessoas conectadas à internet. Mas a indústria de softwares ainda apresenta crescimento tímido em relação a outros produtos da área tecnológica. "A indústria de softwares na China serve principalmente ao mercado doméstico", afirmou Pan Yunhe. Hoje, o mercado de softwares do país movimenta 583 bilhões de yuan (aproximadamente, R$ 445 bilhões).
De acordo com os dados apresentados por Pan Yunhe, atualmente, existem no país cerca de 1,2 milhões de estudantes de Ciências da Computação e uma série de profissionais já graduados. Como a China está se desenvolvendo naturalmente, a garantia de profissionais da área da computação no mercado deixa o país confortável para se tornar um dos maiores mercados de computadores do mundo, nos próximos cinco ou dez anos. "Hoje, já há avanços substanciais na industrialização do chip de CPU", destacou Yunhe.
Ele revelou também algumas tendências das Tecnologias da Informação na indústria, pois o governo Chinês resolveu optar por uma industrialização baseada na informática. Entre essas tendências, destaca-se a irreversível globalização do comércio eletrônico, crescimento do setor de serviços na plataforma de redes, industrialização promovida pela tecnologia da informação e comércio eletrônico.
Para Yunhe, muitos talentos em computadores e softwares ainda serão formados no país, pois há muito interesse dos estudantes chineses por essas áreas. Além disso, a cooperação entre institutos de pesquisas da China e os de outros países está acelerada.
Aryana Aragão
Equipe de Comunicação do Confea
