Goiânia, 5 de fevereiro de 2009
O Engenheiro Civil Gerson de Almeida Taguatinga assume a presidência do Crea-GO em solenidade de posse a ser realizada no dia 6 de fevereiro de 2009 (sexta-feira), no Oliveira`s Place, em Goiânia-GO, a partir das 20h30. À frente do Regional, o presidente pretende promover a interiorização do Crea-GO, incentivar a criação e a manutenção das entidades de classe nos municípios goianos e, ainda, promover o aprimoramento técnico dos profissionais que residem no interior. Além disso, Taguatinga tem como meta promover ações de interesse público a serem realizadas em parceria com diversos órgãos da esfera pública.
“Nossa meta será incrementar ações tanto na capital quanto no interior para oferecer à população uma fiscalização ampliada e de qualidade, sustentada na integração, na credibilidade e no comprometimento dos órgãos participantes perante à sociedade. Com isso, o Crea-GO tem como objetivo salvaguardar a população de situações em que possa ser exposta a riscos quanto ao bem-estar, à saúde e até à própria vida”, afirma o presidente Gerson Taguatinga.
Taguantinga considera, por exemplo, a fiscalização de hortas urbanas como uma das prioridades para garantir a saúde da população. A intenção é verificar se há excesso de agrotóxicos aplicados nessas hortas, bem como a qualidade da água utilizada na irrigação. Em Goiânia, existem cerca de 200 hortas localizadas nos vales do Ribeirão Água Branca, Parque Amazônia e Urias Magalhães. Esses alimentos, que chegam ao consumidor sem controle do Ceasa, ficam passíveis de contaminação por coliformes fecais e por resíduos agrotóxicos. A prática também gera prejuízos ao meio ambiente, como erosão do solo, invasão de áreas de preservação permanente, assoreamento de mananciais e abertura de cisternas, fossas e poços semi-artesianos de forma incorreta.
Outra ação na capital diz respeito às empresas de aplicação de produtos domissanitários, responsáveis pelo combate à proliferação de insetos e ratos. Neste caso, a idéia é verificar se os profissionais estão legalmente habilitados para a prestação do serviço e analisar os produtos e equipamentos empregados na atividade, a fim de que sejam preservados o bem-estar e a saúde da população e de animais domésticos, retirando, inclusive, do mercado o aplicador de produtos de forma ilegal, vulgarmente conhecido como “Zé Bombinha”.
No interior, o Crea-GO, junto com as demais entidades competentes, pretende vistoriar a aplicação e o manuseio de agrotóxicos em lavouras de pequeno, médio e grande portes. A utilização inadequada desses produtos pode provocar, além de mortes, fetos com má-formação, câncer, dermatoses e outras doenças. Segundo a Organização Mundial de Saúde, há, por ano, 20 mil óbitos por conseqüência da manipulação, inalação e consumo indireto de pesticidas nos países em desenvolvimento, inclusive no Brasil.
Além disso, Taguatinga sugere verificar a situação de empresas e profissionais que atuam na área da aviação agrícola, já que essas empresas devem ser registradas no Crea-GO, na Anac e no Ministério da Agricultura, devendo ainda contar com a assistência técnica de um profissional registrado no Conselho. Além de observar se a manutenção de aeronaves e dos aparelho de aplicação de agrotóxicos é feita por profissionais habilitados; pretende-se verificar se os pilotos possuem treinamento específico para aviação agrícola e se as pistas de pouso são regularizadas para operacionalizar a aplicação de agrotóxicos.
O presidente também considera fundamental a fiscalização em armazéns gerais, a fim de que todos possuam um responsável técnico pelo seu funcionamento e ofereçam segurança e saúde a seus trabalhadores Com o auxílio de órgãos específicos, a intenção é vistoriar a precisão de equipamentos como balanças e medidores de umidade de grãos; o estado das instalações elétricas; e a estabilidade e conservação das estruturas.
O Crea-GO também pretende promover fiscalização preventiva em espaços que concentrarem ou atenderem grande número de pessoas como supermercados, cinemas, teatros, templos religiosos, hospitais, universidades, hotéis, shoppings centers, bares, boates, mercados, clubes sociais, edificações tombadas, prédios antigos; além de obras de arte especiais como pontes, viadutos, passarelas, entre outros.
Para viabilizar todas as ações propostas, o Conselho contará com o apoio do Ministério Público Estadual, que poderá acionar diversos órgãos em nível municipal, estadual e federal, como: Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Delegacia de Defesa do Consumidor, Delegacia Regional do Trabalho, Prefeitura Municipal, Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Agrodefesa, Vigilância Sanitária Municipal, Procon Municipal e Estadual, Ministério Público Estadual, Polícia Federal, Ministério Público do Trabalho, Ibama, Secretaria Estadual de Agricultura.
Gerson Taguatinga ratifica o seu compromisso de interiorizar o Crea-GO. O presidente quer levar o Crea Goiás para perto dos profissionais que residem no interior, promovendo cursos de aprimoramento técnico para desenvolvimento profissional e facilitar o ingresso ao mercado de trabalho. Há ainda a intenção de firmar parcerias com as entidades de classes sediadas no interior para fomentar a participação ativa do Conselho na solução dos problemas que atingem os municípios goianos.
O presidente do Crea-GO também vai incrementar o programa de “Engenharia e Arquitetura Públicas”. “Estamos satisfeitos em saber que agora a engenharia pública deixou de ser um programa, já existente no Crea-GO desde 2005, para se tornar lei. Sancionada pelo presidente da República, no dia 24 de dezembro de 2008, a L*ei Nº 11.888* vai democratizar o acesso à tecnologia para as pessoas de baixa renda de todo o Brasil, beneficiando, inclusive, o Estado de Goiás, onde cerca de 70% da população não tem condições de contratar um profissional da área tecnológica para elaborar projetos e construir uma casa. A lei vai proporcionar segurança, qualidade e economia para a população, além de nortear as construções, evitando edificações em locais inapropriados e organizando as cidades, respeitando os limites entre os municípios”, declara o presidente.
O presidente acredita que inúmeros empregos deverão ser criados, em curto prazo, para engenheiros, arquitetos e outros profissionais da área tecnológica. E acrescenta que muitos municípios goianos ainda não possuem profissionais desta área trabalhando ou prestando serviço para o poder público. “Já que 90% da população vivem em cidades, isto significa conviver com todos os problemas de urbanização desordenada e o elevado déficit habitacional. Para o município, é importante a presença deste profissional para promover o desenvolvimento sustentável e proporcionar aos cidadãos o direito constitucional à moradia Além disso, os prefeitos precisam de profissionais habilitados e capacitados na sua equipe para evitarem tragédias causadas pelas intempéries”, observa Gerson Taguatinga.
Equipe de Comunicação do Crea-GO
