Brasília, 10 de fevereiro de 2009

Para o presidente do Confea, Marcos Túlio de Melo, que coordenou a mesa dos trabalhos, “o momento é mais que oportuno para projetarmos o futuro e privilegiar o setor produtivo”. Para ele, ainda, um dos principais desafios do país é recuperar as culturas técnica e de planejamento, perdidas durante os últimos 30 anos em função da ausência de investimentos. “Que país queremos para daqui a 25 anos? Temos que projetá-lo agora”, defende.
Em nome de Paulo Skaf, presidente da Fiesp, Rossito disse que do empresariado se espera coragem, seriedade e muito trabalho. “Mas o governo precisa fazer o mesmo”, completou.

Para cobrir o que classifica de “hiato”, espaço criado pelo cancelamento de projetos, Rossito lembrou do leilão de projetos, a ser realizado pelo governo, que deve acelerar a execução de obras públicas.
A falta de qualidade ou desatualização de projetos também foi lembrada por Rossito para quem é preciso uma nova lei de licitações.
José Augusto Fernandes, da CNI, destacou o período de crescimento do país iniciado em 2005 e bruscamente interrompido em 2008, segundo ele. “Para alterarmos isso, precisamos por a engenharia na ordem do dia, termos uma gestão de liquidez e não podemos confundir estratégia com submissão”, afirmou.
Como um advogado, Bernasconi, da Sinaenco, defendeu o resgate da cultura técnica e a reformulação da Lei nº 8.666 e aconselhou sobre os cuidados a serem tomados em momentos de grande pressão, como agora.
Safady, por sua vez, defendeu que com equilíbrio o país pode se sair bem em meio ao cenário atual de crise econômica. “O Brasil que dá certo precisa melhorar ainda mais”, ressaltou.
Maria Helena de Carvalho
Equipe GCO/Confea
