Otimismo marca participação da Cbic, CNI, Fiesp e Sinaenco no Encontro de Lideranças do Sistema Confea/Crea

Brasília, 10 de fevereiro de 2009

"Diversas entidades participam do Encontro de Lideranças"
Um futuro de desenvolvimento para o país foi o tema que na manhã de hoje reuniu em Brasília, durante a quarta edição do Encontro de Lideranças do Sistema Confea/Crea, os presidentes do Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco), José Bernasconi, da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo Safay Simão, e ainda Manoel Rossito, diretor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e José Augusto Fernandes, diretor executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Para o presidente do Confea, Marcos Túlio de Melo, que coordenou a mesa dos trabalhos, “o momento é mais que oportuno para projetarmos o futuro e privilegiar o setor produtivo”. Para ele, ainda, um dos principais desafios do país é recuperar as culturas técnica e de planejamento, perdidas durante os últimos 30 anos em função da ausência de investimentos. “Que país queremos para daqui a 25 anos? Temos que projetá-lo agora”, defende.

Em nome de Paulo Skaf, presidente da Fiesp, Rossito disse que do empresariado se espera coragem, seriedade e muito trabalho. “Mas o governo precisa fazer o mesmo”, completou.

"Safady está otimista quanto à economia do país"
A exemplo de Safady, Rossito se mantém otimista quanto ao comportamento da economia brasileira diante do quadro mundial. Para ele, “é preciso reduzir juros, o spread  oito vezes maior que o praticado por países que competem com o Brasil - e os impostos, além de investir em infraestrutura”, medidas que considera “básicas”. “Vamos crescer de forma lenta, mas vamos crescer”, acredita.

Para cobrir o que classifica de “hiato”, espaço criado pelo cancelamento de projetos, Rossito lembrou do leilão de projetos, a ser realizado pelo governo, que deve acelerar a execução de obras públicas.

A falta de qualidade ou desatualização de projetos também foi lembrada por Rossito para quem é preciso uma nova lei de licitações.

José Augusto Fernandes, da CNI, destacou o período de crescimento do país iniciado em 2005 e bruscamente interrompido em 2008, segundo ele. “Para alterarmos isso, precisamos por a engenharia na ordem do dia, termos uma gestão de liquidez e não podemos confundir estratégia com submissão”, afirmou.

Como um advogado, Bernasconi, da Sinaenco, defendeu o resgate da cultura técnica e a reformulação da Lei nº 8.666 e aconselhou sobre os cuidados a serem tomados em momentos de grande pressão, como agora.

Safady, por sua vez, defendeu que com equilíbrio o país pode se sair bem em meio ao cenário atual de crise econômica. “O Brasil que dá certo precisa melhorar ainda mais”, ressaltou.

Maria Helena de Carvalho
Equipe GCO/Confea