Terça-feira, 28 de abril de 2009
O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE), com o Clube de Engenharia de Pernambuco (CEP) e o Centro de Estudos do Nordeste (Cenor), mobilizará a sociedade civil para cobrar dos órgãos fiscalizadores e do Governo Federal maior celeridade e transparências quanto às informações das obras da Transnordestina. Dentre as ações previstas estão: a articulação com o Ministério Público Federal, uma audiência com o governador Eduardo Campos e organização de uma frente parlamentar com os deputados estaduais e federais.
Para o presidente do Crea-PE, José Mário Cavalcanti, o processo da Transnordestina do jeito que está é “um crime de lesa-pátria”. “Por isso, precisamos levantar esse debate. Vamos levar esse tema para ser discutido na reunião dos presidentes dos Creas porque é um assunto que interessa não só a Pernambuco, mas a todo o País. Vamos elaborar um plano de ação para que possamos cobrar da União a execução das obras”, ressaltou o presidente do Crea-PE.
O engenheiro e consultor Jaime Ferreira Barboza denunciou, na última sexta-feira, que, após a privatização, a malha ferroviária do Nordeste ficou isolada de outras ferrovias, os ramais tornaram-se mais deficitários, cem quilômetros da ferrovia foram furtadas, mais de cem estações e demais prédios foram abandonados, mais de 200 pontes e viadutos estão com segurança precária e com faixa de domínio invadida.
“Tudo isso soma um prejuízo de quase R$ 20 bilhões à RFFSA, pagáveis somente mais de 80 anos de arredamento, e se a depredação do sistema parasse hoje”, ressaltou. No momento a Transnordestina está orçada em R$ 5.422 bilhões para a construção e a adaptação de 1.750 quilômetros de linhas ferroviárias.
Já um documento do Tribunal de Contas da União apontou que nenhuma das concessionárias cumpriu as metas estabelecidas e os investimentos operados estão abaixo do previsto. Outro ponto levantado foi em relação aos critérios de avaliação, não contemplados nos contratos de concessão. “O órgão regulador pecou por não ser mais efetivo ao aplicar punições e ao fiscalizar e controlar as concessionárias”, destacou.
Assessoria de Comunicação do Crea-PE
