Clube de Engenharia debate "A Engenharia e o Desenvolvimento do Brasil"

Recife, 05 de junho de 2009.

O Clube de Engenharia de Pernambuco, que completa seus 90 anos de fundação, realizou, na noite de quinta-feira (04), uma mesa-redonda com o tema “A Engenharia e o Desenvolvimento do Brasil”, na sede da entidade. Para falar sobre o assunto, o presidente do Clube, Alexandre Santos, convidou os presidentes do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), Marcos Túlio, do Crea-PE, José Mário Cavalcanti, e do Crea-SP, Tadeu Silva. Na mesa ainda esteve presente, o presidente em exercício da Mútua, Paulo Guimarães, que apresentou os programas de benefícios para os profissionais associados à Caixa de Assistência.  

O presidente do Crea-PE, José Mário Cavalcanti, antes do seu discurso, leu o artigo do ex-presidente do Crea-PE e do Clube de Engenharia de Pernambuco (CEP), Jaime Gusmão, publicado no dia 04, no Jornal do Commercio, sobre a importância do Clube de Engenharia para o desenvolvimento de Pernambuco. José Mário Cavalcanti falou sobre a evolução das atividades profissionais e a necessidade de a sociedade civil se reunir para formatar os Conselhos, objetivando fiscalizar o exercício das profissões. Ainda no discurso, o presidente falou sobre a importância dos profissionais do Sistema Confea/Crea para o desenvolvimento do País, garantindo bem-estar para a população.

De acordo com o presidente do Crea-SP, Tadeu Silva, o Brasil deu um salto de qualidade, após a 2º Guerra Mundial, com investimentos na área tecnológica. Passados alguns anos, o Governo Federal deixou de valorizar esse segmento tão importante para o desenvolvimento do país, de acordo com Silva.

“Nossas equipes técnicas foram destruídas. O poder público não valorizou as áreas técnicas. Continuamos ensinando nas faculdades as mesmas coisas de anos atrás. Precisamos de uma reformulação no ensino para o país crescer”, criticou.

O presidente do Confea, Marcos Túlio, concordou com o posicionamento de Tadeu Silva do “sucateamento”, nos últimos 30 anos, da base tecnológica. Ele prevê que se o problema com a qualificação profissional não for corrigido, poderemos ter uma série de dificuldades sérias na execução de programas como “Minha Casa, Minha Vida” e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

“Quando o governo anunciou esses grandes empreendimentos, não tínhamos projetos de gaveta porque fizeram um desmonte nas empresas de planejamento, de consultorias. Precisamos pensar em um projeto de nação e não de governo”, analisou Marcos Túlio. 

Os palestrantes ainda foram agraciados com a Ordem do Mérito Manoel Antônio de Moraes Rego. Além deles, também mereceram as honrarias o superintende do Crea-PE, Osvaldo Fonsêca, os deputados federais José Chaves, Raul Henry e Fernando Ferro, entre outros.

Kele Gualberto
Assessora de Comunicação do Crea-PE