Brasília, 20 de julho de 2009.
Esquecer o centralismo das gestões e, num trabalho em equipe, preparar Natal para sediar os jogos da Copa do Mundo de 2014 é a primeira sugestão dada por Francisco Adalberto de Carvalho, engenheiro civil que preside o Crea-RN. No seminário realizado recentemente na capital do Rio Grande do Norte e que reuniu engenheiros, meteorologistas, arquitetos, geógrafos e geólogos, entre autoridades municipais, para discutir como sanar as carências e preparar a cidade para receber milhares de turistas, Adalberto se revelou especialmente preocupado com a destinação do entulho, tanto das demolições quanto das construções necessárias em Natal.
“A construção da Arena das Dunas, no local escolhido, exige a demolição do estádio Machadão, do ginásio Machadinho, do Centro Administrativo e da área em torno. Serão demolidos 40 mil metros cúbicos de concreto. Tudo será reconstruído e é preciso dar a destinação correta para todo esse material”, pondera.
Adalberto se refere à destinação de terra, plástico e madeira, por exemplo, para a reciclagem e a necessidade de se criar condições para que o entulho não se torne um problema durante e após as construções. Entre empolgado e alerta, o presidente do Crea-RN se preocupa ainda com os impactos ambientais, a ocupação correta do solo e da funcionalidade dos espaços. Mas volta sua atenção para um problema que afeta a maioria das cidades brasileiras, escolhidas ou não para sediar os jogos da Copa de 2014, a falta dos serviços básicos de saneamento e drenagem das águas da chuva.
“Sediar os jogos não é só construir um bom estádio, atendendo às exigências da Fifa. Nenhuma construção vem solteira. A cidade precisa estar preparada desde os pontos de chegada e partida, como rodovias de acesso, aeroporto e rodoviária, passando pelo transporte local, alimentação, hospedagem, lazer, sem esquecer da segurança pública”, afirma.
Da área a ser reconstruída, 40 hectares, 17 são da prefeitura e 25 do governo estadual, que estão dispostos a doar para que os investidores administrem por 20 anos. Hotéis e um shopping também serão erguidos no novo complexo esportivo e administrativo de Natal.
A exemplo das outras 11 cidades brasileiras escolhidas para os jogos, a capital do Rio Grande do Norte vai se transformar num cenário de obras até que comece o grande espetáculo que a Copa de 2014 promete ser.
Maria Helena de Carvalho
Assessoria de Comunicação do Confea
