Um trabalho Conjunto

Porto Alegre, 29 de julho de 2009.

Além das equipes de futebol, estima-se que cerca de 600 mil turistas podem chegar ao país, mais o pessoal de imprensa do mundo inteiro. Assim, é fundamental a qualificação de nossa rede hoteleira e dos aeroportos. O ae­­roporto de Porto Alegre, de acordo com o secretário Fortunati, não é considerado in­­­ter­­­­­­nacional, mesmo que tenha este nome, por­­­que não consegue receber todos os aviões com­­pletos com cargas e passageiros. “Assim que ter­­minar o remanejamento das famílias que vi­­vem na cabeceira do aeroporto, a Infra­­­e­­ro co­­meçará as obras de ampliação em 900 metros da pista do aeroporto, da instalação de aparelhos mais modernos contra neblinas, per­­­­mitindo pousos e decolagens”, adianta.

O vice-prefeito salienta ainda que a prefeitura não vai retirar recursos de seu orça­­men­­to. “A parte positiva que uma Copa do Mundo cria é a oportunidade de buscarmos recursos novos para realizarmos estas obras. É o ‘cava­­lo passando encilhado’, ou seja, é um momen­­­to atípico, pois se a Copa do Mundo não existisse, não conseguiríamos estabelecer estes re­­­­­­cursos. Nunca vi uma junção de forças tão gran­­­de para fazer com que isso dê certo, governo municipal, estadual e federal, Internacional, Grêmio, sociedade civil. Todo mundo focado nisso”, exalta. Para ele, a capital gaúcha está mais avançada que qualquer outra ci­­dade, porque praticamente todos os projetos estão prontos ou em fase adiantada de execução. As principais dificuldades atuais são as questões financeiras e os prazos, para algumas obras.

“Queremos que Porto Alegre seja um exemplo, como tem dado ao longo do tempo, de realizar um evento com total transparência e total participação da comunidade. Queremos agregar nesse processo todas as entidades representativas da sociedade. Quero convidar o CREA formalmente para participar e dar sugestões, para nos ajudar na fiscalização. Pretendemos colocar um site com a divulgação dos números referentes às obras da Copa do Mundo”, pontua.

Para ele, a participação dos profissionais da área tecnológica neste processo é fundamental e estratégica, pois conhecimento técnico não é usado apenas para que a obra se viabilize, mas também na cobrança de que a obra seja realizada com as melhores metodologias, mecanismos, com técnicas mais modernas e sustentáveis. “No projeto da obra, de­­­vemos acrescentar itens como maior mobilidade, acessibilidade, energia limpa. São questões que os profissionais ligados ao CREA podem nos assessorar para que possamos cum­­­prir com as exigências da Fifa. Não basta ter a obra, é importante que tenhamos a melhor obra possível para a cidade”, finaliza.

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Carla Damasceno e Jô Santucci
Jornalismo Crea-RS