Transporte, saúde e segurança

Porto Alegre, 29 de julho de 2009.

De acordo com Paulo Odone, Se­­­­cretário Extraordinário do Gabine­­­te Executivo da Copa de 2014, há ci­­­­dades gaúchas com interesse em acomodar as seleções, no período de 40 dias que antecedem os jogos. “É preciso interligar o Mi­­nistério do Esporte, as secretarias do Estado e os mu­­ni­­­­cí­­­pios, a fim de desenvolver pro­­jetos que capacitem cidades como as da Ser­­­­­­ra a se tornarem sub-sedes. O Es­­­tado tem a obrigação de dar cobertura a esses municípios”, prevê Odone.

Na área da saúde, primordial na recepção satisfatória do público, o evento é um bom sinalizador para que aportem os recursos de investimentos necessários ao Hospital de Pron­­­to Socorro (HPS), da Prefeitura Municipal de Porto Alegre. De acordo com o Eng. Mecânico, Eng. Clínico e de Seg. Trab. Elton Bortoncello, Eng. de Manutenção do HPS e conselheiro da Câmara Especializada de Engenharia Industrial, a prioridade para o hospital é a atualização tecnológica e de infraestrutura. Bortoncello conta que, atualmente, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) re­­­pas­­­sa recursos ao HPS, não havendo o cumprimento do planejamento orçamentário das necessidades do hospital. “Os recursos que o HPS necessita não são providos pela SMS na sua integralidade. Em função de sua importância, inclusive em âmbito estadual, esses recur­­sos deveriam ser repassados diretamente ao HPS, que os gerenciaria com base no seu próprio Planejamento Orçamentário”, declara. As melhorias já são planejadas desde 2002, com a implementação de novas tecnologias – ainda restritas ao papel – e projetos, que englobam a ampliação de sua área física e a adequa­­­ção das Unidades de Tratamento Intensivo, com novas instalações e equipamentos médico-hospitalares, implementação de radiodiagnós­­tico digital e modernização da Tomografia, além de adequação e reforma do Centro Cirúrgico e da distribuição de energia elétrica.

A Linha Circular MetrôPOA – empreitada a cargo da Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A. (Trensurb), que irá custar cer­­­ca de R$ 2,5 bilhões – contempla horizontes que vão além do evento futebolístico, visando à qualificação do transporte público. Na Linha da Copa, fase inicial de implantação do projeto, com previsão de execução para o evento esportivo, está prevista a construção de 15,3 quilômetros de linha, de um total de 37,4 quilômetros que formarão o anel metroviário da Capital. Nesta etapa, serão implantadas 11 estações de metrô e cinco terminais de integração multimodal. A Linha da Copa será do­­­tada de 25 trens (23 operacionais e dois de re­­serva), totalizando cem car­­­ros, com capacidade para transporte de 40 mil passageiros por hora e sentido. A demanda prevista para esta etapa é de 20 mil passageiros por hora pi­co e sentido, totalizando 290 mil usuários diariamente. A Linha Circular MetrôPOA pre­­­vê a implantação de 24 es­­­tações convencionais e de sete estações de integração multimodal.
De acordo com o es­­­­tudo de viabilidade do empreendimento, a adoção de soluções tecnológicas e construtivas ágeis e pouco onerosas deve estar entre os condicionantes para sua execução até a Copa. Essas soluções en­­­globam o uso de material rodante (Metrô Leve), a utilização do método construtivo (esca­­­vações rasas em cut and cover, na maior parte do trecho) e a constru­­­ção de estações com pla­­­taforma de 90 metros (salas técnicas no nível da rua, com venti­­­la­­ção e iluminação natural no mezanino).

A Secretaria de InfraEstrutura e Logística (Seinfra) participou de um grupo que coor­­­denou os trabalhos do governo, apresentados à CBF/Fifa, no qual contribuiu identificando as necessidades de Porto Alegre, como a ampliação e melhoria de sua rede elétrica. O Gru­­po CEEE já venceu leilão para construir a Linha de Transmissão subterrânea, em 230 KV, a qual se estenderá da Subestação Porto Alegre 9 (Sepa 9, situada na Freeway) à Subestação Porto Alegre 4 (Sepa 4, localizada na Avenida Praia de Belas). O secretário Estadual de Infraestrutura e Logística, Eng. Civil Daniel Andrade, alerta para a urgência da cons­­­trução da segunda ponte sobre o Lago Guaíba, além de obras estruturais, como via­­du­­tos e tú­­­neis. “Quanto à acessibilidade, estão previstas a construção da BR-448 (Rodovia do Parque) e a duplicação da BR-116 Sul, da BR-290 Oeste, RS-118, RS-010, entre outras.”

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Carla Damasceno e Jô Santucci
Jornalismo Crea-RS