Câmaras regionais de elétrica cumprem pauta extra em Brasília

Brasília, 28 de agosto de 2009.

“A atribuição envelhece junto com a gente”, constata bem humorado Luiz Cláudio Werner, coordenador nacional das Câmaras Regionais Especializadas de Engenharia Elétrica, ao reconhecer o avanço que representa a Resolução nº 1010/05, do Confea, que permite somar, no registro profissional, as atribuições adquiridas após a graduação na faculdade.
 
“Nossos conhecimentos são superados por avanços da tecnologia e das relações profissionais, que são moldadas pelo mercado de trabalho que por sua vez reflete o dinamismo da sociedade atual. Temos que estudar constantemente, atualizar e adquirir novos conhecimentos, e a 1010 valoriza isso porque permite somar atribuições no registro, o que amplia nossas oportunidades de trabalho”, afirma.
 
Em Brasília para coordenar reunião extraordinária dos coordenadores regionais, Werner destaca que estão recebendo redação final as contribuições dos especialistas em engenharia elétrica para o texto da Resolução 1010/05 que para ele “ficará na história do Confea”. “Em 75 anos, é a primeira vez que se faz um trabalho com esse volume e complexidade”, diz o coordenador nacional, para quem o projeto alcançou um patamar sem volta e que só pode avançar.
 
Werner chama atenção para outra característica da Resolução que até 2012 estará implantada em todo o território nacional. “Dada sua flexibilidade, ela exige revisões periódicas”. Ele aposta ainda que a nova resolução dará mais ênfase à fiscalização, exigindo pessoal bem preparado para exercer a função, além de infraestrutura adequada.
 
Às voltas com a revisão do manual de fiscalização de engenharia elétrica que passará a ser por empreendimento  até em função do projeto ART que tramita em paralelo à Matriz do Conhecimento , Werner esclarece que as chamadas áreas de sombreamento que a elétrica possuía com a civil, por exemplo, foram clareadas com o estabelecimento do limite de 75 quilowatts para as instalações de baixa tensão feitas pelos civis. “As matrizes do conhecimento das duas modalidades de engenharia serão replicadas uma na outra”, explica.
 
As arestas que existiam com a Arquitetura, a Agronomia, a Aeronáutica e a Mecânica, segundo Werner, também foram aparadas com a formação de equipes interdisciplinares na execução de projetos, obras e empreendimentos.
 
O coordenador alerta que a fiscalização por empreendimento terá fiscais preparados para diversos itens a serem conferidos quando da visita a um hospital, por exemplo. “Uma das consequências dessa decisão é a melhoria do nível dos fiscais”, prevê Werner.
 
A pauta extensa, cerca de 20 itens com seus desdobramentos, tomou dois dias (27 e 28) inteiros de trabalho com coordenadores de todo o país. Entre os destaques, a doação para registro na memória do Sistema de todas as reuniões gravadas e documentadas que as câmaras de elétrica fizeram em nível nacional desde 1990.
 
Maria Helena de Carvalho
Assessoria de Comunicação do Confea