Vitória, 15 de setembro de 2009.
Luis Fiorotti
A frase que dá título a este artigo pretende sugerir às nossas grandes lideranças políticas, empresariais e corporativas, em relação à Copa de 2014, uma atitude de centroavante matador, daqueles que acreditam em todos os lances e infernizam a vida dos zagueiros até o apito final.
Neste momento em que a economia mundial luta para não sucumbir aos efeitos da macrocrise, a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil tem de ser vista pelo Espírito Santo como uma imperdível oportunidade de obter aporte de recursos para dinamizar setores como os de infraestrutura, hotelaria e turismo, gerando desenvolvimento, qualidade de vida e oportunidades para profissionais, empresas do setor tecnológico e para toda a sociedade capixaba.
O nosso Crea-ES vem participando ativamente da luta do setor tecnológico, a quem cabe a execução de obras de infraestrutura, por uma distribuição mais capilarizada dos recursos a serem injetados na economia nacional com o advento da Copa.
O Espírito Santo precisa sacudir de si o complexo de time pequeno. Nosso comportamento tem de ser mais condizente com o de uma economia que cresce, há décadas, mais que a do Sudeste e, por consequência, mais que a média nacional.
As subsedes da Copa terão sérias dificuldades para se dotar da infraestrutura necessária. Construção e reforma de estádios, rede hoteleira, malha viária, rodovias, ferrovias e aeroportos são apenas alguns dos exemplos de desafios que estão postos. O Governo Federal, sozinho, não dará conta de prover os recursos necessários, surgindo então as Parcerias Público-Privadas (PPPs).
Nesse imenso cenário, em que as previsões relativas ao total de investimentos já passam hoje dos R$ 30 bilhões, é fundamental que o Espírito Santo, Estado situado a uma hora de voo de subsedes como o Rio, São Paulo e Belo Horizonte, desça da arquibancada e entre em campo focado para garantir recursos necessários para atender demandas gritantes como, entre outras, o enorme gargalo que se tornou a construção do novo aeroporto, projeto catimbado a tal ponto que hoje faz cera nas gavetas do tapetão.
Temos mar e montanha distantes apenas 40 minutos, de carro. Vitória é hoje a capital com a segunda melhor condição de vida, segundo pesquisa recente. Somos uma terra em que a diversidade cultural é uma das mais belas atrações turísticas, ao lado das belezas naturais, do clima e da culinária. Podemos hospedar turistas, atletas, jornalistas. Seleções podem encontrar, aqui, boas condições de treinamento fora do meio-de-campo congestionado das grandes subsedes do Sudeste. É esperado, para a Copa, um número estimado de 500 mil turistas. E cada turista de eventos costuma gastar por dia, no Brasil, US$ 112.34.
Temos de acreditar numa velha máxima do futebol que diz que “O medo de perder tira a vontade de ganhar”.
Não existe bola perdida.
Luis Fiorotti é presidente do Crea-ES
Luis Fiorotti
A frase que dá título a este artigo pretende sugerir às nossas grandes lideranças políticas, empresariais e corporativas, em relação à Copa de 2014, uma atitude de centroavante matador, daqueles que acreditam em todos os lances e infernizam a vida dos zagueiros até o apito final.
Neste momento em que a economia mundial luta para não sucumbir aos efeitos da macrocrise, a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil tem de ser vista pelo Espírito Santo como uma imperdível oportunidade de obter aporte de recursos para dinamizar setores como os de infraestrutura, hotelaria e turismo, gerando desenvolvimento, qualidade de vida e oportunidades para profissionais, empresas do setor tecnológico e para toda a sociedade capixaba.
O nosso Crea-ES vem participando ativamente da luta do setor tecnológico, a quem cabe a execução de obras de infraestrutura, por uma distribuição mais capilarizada dos recursos a serem injetados na economia nacional com o advento da Copa.
O Espírito Santo precisa sacudir de si o complexo de time pequeno. Nosso comportamento tem de ser mais condizente com o de uma economia que cresce, há décadas, mais que a do Sudeste e, por consequência, mais que a média nacional.
As subsedes da Copa terão sérias dificuldades para se dotar da infraestrutura necessária. Construção e reforma de estádios, rede hoteleira, malha viária, rodovias, ferrovias e aeroportos são apenas alguns dos exemplos de desafios que estão postos. O Governo Federal, sozinho, não dará conta de prover os recursos necessários, surgindo então as Parcerias Público-Privadas (PPPs).
Nesse imenso cenário, em que as previsões relativas ao total de investimentos já passam hoje dos R$ 30 bilhões, é fundamental que o Espírito Santo, Estado situado a uma hora de voo de subsedes como o Rio, São Paulo e Belo Horizonte, desça da arquibancada e entre em campo focado para garantir recursos necessários para atender demandas gritantes como, entre outras, o enorme gargalo que se tornou a construção do novo aeroporto, projeto catimbado a tal ponto que hoje faz cera nas gavetas do tapetão.
Temos mar e montanha distantes apenas 40 minutos, de carro. Vitória é hoje a capital com a segunda melhor condição de vida, segundo pesquisa recente. Somos uma terra em que a diversidade cultural é uma das mais belas atrações turísticas, ao lado das belezas naturais, do clima e da culinária. Podemos hospedar turistas, atletas, jornalistas. Seleções podem encontrar, aqui, boas condições de treinamento fora do meio-de-campo congestionado das grandes subsedes do Sudeste. É esperado, para a Copa, um número estimado de 500 mil turistas. E cada turista de eventos costuma gastar por dia, no Brasil, US$ 112.34.
Temos de acreditar numa velha máxima do futebol que diz que “O medo de perder tira a vontade de ganhar”.
Não existe bola perdida.
Luis Fiorotti é presidente do Crea-ES
