Brasília, 21 de outubro de 2009.
Os desastres naturais, como as chuvas severas que inundaram cidades inteiras na Região Sul do país, a seca na Amazônia e o Furacão Catarina apontam para uma mudança extrema no clima do Brasil. Pesquisadores e meteorologistas estão preocupados com esse novo cenário. Para eles, desastres naturais podem começar a atingir as grandes cidades brasileiras.
Para especialistas do clima reunidos no III Simpósio Internacional de Climatologia, que acontece até hoje (quarta-feira, 21), em Canelas, no Rio Grande do Sul, é preciso avançar em novas formas de analisar e diagnosticar as mudanças extremas do clima no Brasil, além de criar respostas eficazes que garantam o desenvolvimento sustentável de setores da economia, como a agricultura.
O presidente da Sociedade Brasileira de Meteorologia, Nelson Ferreira, defende maior conscientização da sociedade sobre o assunto. “Os principais desafios passam primeiro pela conscientização de toda a sociedade, de todo um segmento, de todos os políticos, dos tomadores de decisão. Do ponto de vista técnico, os desafios passam pela consolidação de uma rede de observações para que a gente possa ter mais e mais condições de monitorar aquilo que está acontecendo em nosso território.”
Nelson Ferreira destaca, ainda, que o Brasil precisa de uma rede de observação efetiva na Amazônia, na Região Sul do País e nos oceanos, o que incluiria o uso de satélites e radares. A medida ajudaria na prevenção de desastres.
O Simpósio, organizado pela Sociedade Brasileira de Meteorologia, contou com a participação de integrantes de universidades, institutos de clima como o Inpe e o Clima Tempo, além de representantes do Sistema Confea/Crea e do Ministério de Ciência e Tecnologia.
Assessoria de Comunicação do Confea
Com informações da Agência do Rádio
