Brasília, 19 de novembro de 2009.
O 2º Encontro de Engenheiros do Distrito Federal, realizado desde ontem (18) no auditório do Confea, recebeu, na tarde desta quarta-feira, o presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva, José Roberto Bernasconi, para falar sobre as oportunidades e desafios do Brasil com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a Copa de 2014.
O engenheiro criticou duramente a falta de planejamento nas obras públicas, em especial nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “A todo momento, obras são embargadas ou não conseguem os licenciamentos necessários. Por quê? Porque são iniciadas sem os projetos básicos”, apontou.
Para Bernasconi, a Copa é uma vitrine para o país, mas para que seja benéfica é necessário agir imediatamente. “Projetos executivos de Engenharia e Arquitetura são fundamentais, mas os projetos devem ser contratados com um ano de antecedência ao início das obras. O ano de 2009 já se foi, se no próximo ano ficarmos apenas falando de eleições, podemos perder 2010 também”, alertou.
O argumento principal do presidente para defesa veemente da contratação de projetos é a previsibilidade da execução. Segundo ele, com a contratação de projetos, como parte de um planejamento, é possível fazer a previsão do tempo de duração e do término de uma obra, o valor e a garantia de qualidade dos serviços, além de evitar atropelos e erros que, no final, encarecem a obra.
Outra crítica feita pelo presidente diz respeito a licitações na modalidade pregão para contratação de projetos de Arquitetura e de Engenharia. “É um absurdo! Esse tipo de serviço não pode ser contratado lavando em consideração apenas o menor preço. Estamos falando de um trabalho de natureza intelectual!”, defende.
Aryana Aragão
Assessoria de Comunicação do Confea
