Lideranças políticas apostam na educação para avanço do país

Manaus, 04 de dezembro de 2009.

Elaborar um projeto de nação a médio e longo prazo por meio da formulação de políticas públicas nacionais. Isto significa pensar o Brasil, eixo alinhado ao tema do painel “Projeto de nação: a visão dos partidos políticos”, realizado nesta sexta-feira (04), para o qual foram convidados representantes dos maiores partidos políticos do país. Mesmo diante de diferenças políticas, educação foi o tema convergente entre as lideranças representadas pelos: senador Arthur Virgílio (PSDB-AM); senador João Pedro Gonçalves (PT-AM); secretário-geral do PMDB-AM, Miguel Biango e o secretário nacional de comunicação do PDT, Osvaldo Maneschy.

“É importante defender a soberania do país e ter um projeto de nação comprometido com a sociedade e, para isso, é fundamental garantir uma educação pública de qualidade com planejamento, orçamento e investimento em formação”, disse Maneschy resgatando o governo de Brizola no Rio de Janeiro, onde foram instalados os CIEPs (Centros Integrados de Educação Pública), idealizados por Darcy Ribeiro. Já Miguel Biango questiona: “Como unificar a nação já que faltam políticas e direitos?”. Ele propõe o aumento de vagas nas escolas e universidades, formação dos profissionais. “A educação é a base para a construção de uma nação forte”, enfatizou Biango.

A educação tem um papel estratégico na construção de um projeto de nação. “Se quisermos pensar um projeto de nação, necessariamente, precisamos debater políticas para educação, garantindo qualidade e universalização. Este investimento não só atende o presente, como também e, principalmente, o futuro”, avaliou o senador João Pedro Gonçalves.

Crítico e líder da oposição ao atual governo no Senado, o senador Arthur Virgílio, declarou que a educação não tem avançado no Brasil e, muitas vezes, atende aos interesses das empreiteiras. “É preciso democratizar o acesso à educação para formar o discernimento político na sociedade e, assim, criar mecanismos de distribuição de renda”, afirmou. De acordo com dados da pesquisa do Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf) publicados pelo Ministério da Educação (MEC), a proporção dos chamados analfabetos absolutos, entre 15 e 64 anos, caiu de 9% para 7% entre 2007 e 2009 no Brasil. Em 2002, esse percentual estava em 12%.

No encerramento da Soeaa será divulgada uma carta pública para lideranças políticas e sociedade civil como forma de contribuição para a formulação de políticas públicas nacionais rumo à construção de um projeto de nação.

Camila Marins
Assessoria de Comunicação da Fisenge