Brasília, 05 de fevereiro de 2010.

Para disseminar informações e conscientizar os estudantes sobre a importância de conhecer a legislação profissional e as regras de conduta às quais estarão submetidos no exercício da profissão, alguns Creas têm criado, em sua estrutura, os Creas-Jr/jovem , formado por estudantes de qualquer uma das áreas abrangidas pelo Sistema.
A estrutura existe hoje em 15 Estados (Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul Rondônia, Roraima, São Paulo e Santa Catarina) e no Distrito Federal e a participação dos estudantes tem sido considerada tão importante que uma das decisões do 6º Congresso Nacional de Profissionais (CNP) foi justamente a de determinar a criação de Creas-Jr em todos os 27 Conselhos Federais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia.

Ele coordena um Grupo de Trabalho (GT) formado por coordenadores de Crea-Jr/jovem de quatro Estados. O Grupo visa a desenvolver uma resolução que homogeneizará a criação da estrutura em todo o país e sua forma de funcionamento. Segundo um dos integrantes do GT, a estudante Jocélia Mayra Machado Alves, do Piauí, o documento será uma espécie de “guia fácil”, que facilitará a criação de novos Creas-Jr. “Com a resolução, espera-se que os Conselhos Regionais deem mais suporte aos Creas-Jr/jovem, tanto financeiramente como em termos de infraestrutura”, afirma ela, que é estudante de agronomia.
Segundo o conselheiro Kleber, o texto da minuta que deverá ser transformada em resolução após seu trâmite no Confea, está em fase inicial e será um dos temas em pauta no próximo Encontro de Lideranças do Sistema Confea/Crea, evento anual que reunirá de 22 a 26 de fevereiro de 2010, em Brasília, presidentes dos Creas e do Confea; representantes de entidades nacionais e de câmaras especializadas; conselheiros federais, estudantes, jovens profissionais e convidados (veja a programação do evento)

ser viável, a criação de um Crea-Jr dá um retorno muito grande, garantindo, por exemplo, a formação de lideranças e de profissionais mais qualificados para atuar no mercado, o que resulta em menos infrações por desconhecimento da legislação”.
Para estudantes de Estados em que ainda não há Crea-Jr, Fabrício recomenda a criação de uma comissão especial, que dará início à estrutura. “Os estudantes que identificarem a necessidade de criação de um Crea-Jr podem ir à sede de seu Crea e manifestarem para os conselheiros, em dia de plenária, a intenção de criar a estrutura, inclusive, se possível, com assinaturas de estudantes compondo a solicitação”. Fabrício ressalta que hoje, o contexto é outro e, além de se preocuparem em disseminar informações sobre o Sistema e a legislação profissional, os estudantes também estão focados nos temas afetos à formação profissional. “Em todos os eventos que realizamos, procuramos pautar esse tema”, ressalta.

A estudante de engenharia civil Mônica Ventorim também considera proveitoso o trabalho (voluntário) no Crea-jr, assim como a troca de experiências entre os estudantes. Ela começou a atuar no seu Estado em 2007, participando da elaboração do regimento e da documentação do Crea-jr. “Foi um crescimento muito grande, tanto profissional como pessoal, além de uma oportunidade de estabelecer novos contatos profissionais”, afirma ela.
Mariana Silva
Assessoria de Comunicação do Confea
