Brasília, 23 de fevereiro de 2010.
Planejamento foi a palavra de ordem das últimas palestras na tarde desta segunda-feira (22), durante o 5º Encontro de Lideranças, que acontece até sexta-feira (26), em Brasília. O Plano Brasil 2022, os entraves à implementação de projetos de infraestrutura, o planejamento Belo Horizonte para 2030 e o planejamento estratégico do Sistema Confea/Crea foram os temas apresentados.
“É fundamental que o Plano Brasil 2022 seja discutido de maneira ampla com a sociedade para que tenha o caráter federativo”. Foi com esta visão de participação da sociedade civil organizada que Luiz Alfredo Salomão, subchefe executivo da Secretaria de Assuntos Estratégicos – Ministério de Assuntos Estratégicos, apresentou as metas do governo federal para o país.
A meta do governo é concluir a primeira versão do Plano Brasil 2022 em março. Nela serão escutados os 37 ministérios para que sejam incorporadas a visão e o planejamento de cada um para o país. “As áreas de energia e transporte fizeram planejamentos de longo prazo, isso trará muitos benefícios para o Brasil”, adiantou Salomão.
Para a segunda versão do plano serão ouvidos especialistas dos setores, governadores e prefeitos. Já a terceira versão, que deverá ser finalizada entre maio e junho, será fruto da interação com a sociedade. “Esse é o primeiro exercício de planejamento participativo”, ressaltou Luiz Alfredo. “Certamente o Brasil vai se tornar um país melhor, com o reconhecimento do mundo crescendo a cada dia. Quem vai construir esse país é a sociedade e, certamente, os engenheiros e arquitetos terão um papel importante”, concluiu.
Na mesma linha, Ciliar Abreu, da Secretaria de Planejamento e Investimentos Estratégicos do Ministério do Planejamento falou sobre “Os entraves à implementação de projetos de infraestrutura”. Para ele, a mudança do cenário brasileiro, que num passado recente convivia com o desequilíbrio macroeconômico e isso impedia o planejamento, acarretou no desmonte das equipes e das empresas. “Hoje estamos num processo de estabilidade macroeconômica, com a inflação controlada, as taxas de juros menores e sendo credores em dólar”, ressaltou.
Esse novo cenário dinâmico, segundo Ciliar, com crescimento econômico e distribuição de renda, oferta de emprego e o crescimento da agenda social, permitiu que o país assumisse desafios conjunturais, como a Copa de 2014, as Olimpíadas de 2016 e o pré-sal. “Isso exige um Estado que faça, mas temos ainda uma carteira de projetos deficiente. Isso ainda é o reflexo do baixo investimento anterior a esse período de crescimento. A consequência foi desmonte das empresas”.
“Os organismos públicos estavam moldados para atendimento de demandas pontuais e menores. A nova perspectiva e os entraves têm a ver com a transição de um tipo de Estado que passou a ter como preocupação de prover a qualidade de vida da população”, avaliou Ciliar.
Helvécio Magalhães, secretário de Planejamento de Belo Horizonte, falou sobre as metas do governo municipal e do Plano BH Metas e Resultados – um novo modelo de gestão estratégica construído com uma permanente avaliação dos resultados das políticas públicas. “Pensamos os próximos 20 anos. Projetamos em 2030, e focamos de forma mais aprofundada o planejamento de quatro anos”, adiantou o secretário ao iniciar o detalhamento do cenário para uma cidade onde planejar o futuro implica em considerar também o futuro metropolitano. A grande Belo Horizonte engloba 34 municípios.
No planejamento da cidade uma meta-síntese: aumentar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para 0,970 até 2030. Hoje o IDH é de 0,839 (PNUD, 2003), em 2015 a meta é elevar para 0,900 e progressivamente nos 15 anos restantes. Para esse alcance o planejamento foi montado em 12 áreas de resultados originárias do Plano de Governo apresentado à população.
O Sistema Confea/Crea também tem seu planejamento, sendo sua formulação estratégica também para 2022. “Teremos que fazer um amadurecimento em 2010 para que possamos desdobrar esse planejamento como Sistema”, adiantou Alceu Molina, superintendente de Programas e Projetos (SPP) do Confea.
Como exemplo de desdobramentos Molina apresentou a Lei 11.888/08 – Engenharia e Arquitetura Públicas, que resultou de articulações com a participação do Sistema Confea/Crea. “As propostas nacionais (PN 79, do 4º CNP e PN 07, do 6º CNP) já recomendavam para que a categoria se mobilizasse para a aprovação dessa legislação”, disse Alceu.
“Precisamos fortalecer a convergência para que tenhamos um planejamento de Sistema, defendeu Molina ao destacar o tema do 7º Congresso Nacional de Profissionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CNP) que, este ano tem como tema Construindo uma agenda para o Sistema Profissional. “A correção de rumo é interessante por causa das variáveis. A partir de agora vamos fazer essa correção a cada CNP”, adiantou.
O alinhamento de ideias com as questões discutidas nos Congressos Estaduais de Profissionais (CEPs), que acontecem nos próximos três meses nos estados, permitirão executar, segundo Alceu, uma formulação estratégica alinhada com as instâncias do Sistema profissional para que elas possam ter a visão dos desdobramentos futuros.
Ondine Bezerra
Assessoria de Comunicação do Confea
Planejamento foi a palavra de ordem das últimas palestras na tarde desta segunda-feira (22), durante o 5º Encontro de Lideranças, que acontece até sexta-feira (26), em Brasília. O Plano Brasil 2022, os entraves à implementação de projetos de infraestrutura, o planejamento Belo Horizonte para 2030 e o planejamento estratégico do Sistema Confea/Crea foram os temas apresentados.
“É fundamental que o Plano Brasil 2022 seja discutido de maneira ampla com a sociedade para que tenha o caráter federativo”. Foi com esta visão de participação da sociedade civil organizada que Luiz Alfredo Salomão, subchefe executivo da Secretaria de Assuntos Estratégicos – Ministério de Assuntos Estratégicos, apresentou as metas do governo federal para o país.
A meta do governo é concluir a primeira versão do Plano Brasil 2022 em março. Nela serão escutados os 37 ministérios para que sejam incorporadas a visão e o planejamento de cada um para o país. “As áreas de energia e transporte fizeram planejamentos de longo prazo, isso trará muitos benefícios para o Brasil”, adiantou Salomão.
Para a segunda versão do plano serão ouvidos especialistas dos setores, governadores e prefeitos. Já a terceira versão, que deverá ser finalizada entre maio e junho, será fruto da interação com a sociedade. “Esse é o primeiro exercício de planejamento participativo”, ressaltou Luiz Alfredo. “Certamente o Brasil vai se tornar um país melhor, com o reconhecimento do mundo crescendo a cada dia. Quem vai construir esse país é a sociedade e, certamente, os engenheiros e arquitetos terão um papel importante”, concluiu.
Na mesma linha, Ciliar Abreu, da Secretaria de Planejamento e Investimentos Estratégicos do Ministério do Planejamento falou sobre “Os entraves à implementação de projetos de infraestrutura”. Para ele, a mudança do cenário brasileiro, que num passado recente convivia com o desequilíbrio macroeconômico e isso impedia o planejamento, acarretou no desmonte das equipes e das empresas. “Hoje estamos num processo de estabilidade macroeconômica, com a inflação controlada, as taxas de juros menores e sendo credores em dólar”, ressaltou.
Esse novo cenário dinâmico, segundo Ciliar, com crescimento econômico e distribuição de renda, oferta de emprego e o crescimento da agenda social, permitiu que o país assumisse desafios conjunturais, como a Copa de 2014, as Olimpíadas de 2016 e o pré-sal. “Isso exige um Estado que faça, mas temos ainda uma carteira de projetos deficiente. Isso ainda é o reflexo do baixo investimento anterior a esse período de crescimento. A consequência foi desmonte das empresas”.
“Os organismos públicos estavam moldados para atendimento de demandas pontuais e menores. A nova perspectiva e os entraves têm a ver com a transição de um tipo de Estado que passou a ter como preocupação de prover a qualidade de vida da população”, avaliou Ciliar.
Helvécio Magalhães, secretário de Planejamento de Belo Horizonte, falou sobre as metas do governo municipal e do Plano BH Metas e Resultados – um novo modelo de gestão estratégica construído com uma permanente avaliação dos resultados das políticas públicas. “Pensamos os próximos 20 anos. Projetamos em 2030, e focamos de forma mais aprofundada o planejamento de quatro anos”, adiantou o secretário ao iniciar o detalhamento do cenário para uma cidade onde planejar o futuro implica em considerar também o futuro metropolitano. A grande Belo Horizonte engloba 34 municípios.
No planejamento da cidade uma meta-síntese: aumentar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para 0,970 até 2030. Hoje o IDH é de 0,839 (PNUD, 2003), em 2015 a meta é elevar para 0,900 e progressivamente nos 15 anos restantes. Para esse alcance o planejamento foi montado em 12 áreas de resultados originárias do Plano de Governo apresentado à população.
O Sistema Confea/Crea também tem seu planejamento, sendo sua formulação estratégica também para 2022. “Teremos que fazer um amadurecimento em 2010 para que possamos desdobrar esse planejamento como Sistema”, adiantou Alceu Molina, superintendente de Programas e Projetos (SPP) do Confea.
Como exemplo de desdobramentos Molina apresentou a Lei 11.888/08 – Engenharia e Arquitetura Públicas, que resultou de articulações com a participação do Sistema Confea/Crea. “As propostas nacionais (PN 79, do 4º CNP e PN 07, do 6º CNP) já recomendavam para que a categoria se mobilizasse para a aprovação dessa legislação”, disse Alceu.
“Precisamos fortalecer a convergência para que tenhamos um planejamento de Sistema, defendeu Molina ao destacar o tema do 7º Congresso Nacional de Profissionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CNP) que, este ano tem como tema Construindo uma agenda para o Sistema Profissional. “A correção de rumo é interessante por causa das variáveis. A partir de agora vamos fazer essa correção a cada CNP”, adiantou.
O alinhamento de ideias com as questões discutidas nos Congressos Estaduais de Profissionais (CEPs), que acontecem nos próximos três meses nos estados, permitirão executar, segundo Alceu, uma formulação estratégica alinhada com as instâncias do Sistema profissional para que elas possam ter a visão dos desdobramentos futuros.
Ondine Bezerra
Assessoria de Comunicação do Confea
