Crea-MA participa de audiência pública sobre situação da barragem do bacanga

São Luís, 10 de março de 2010

Foi realizada, na manhã de ontem (10), na Câmara Municipal de Vereadores de São Luís, uma audiência pública sobre a situação da Barragem do Bacanga. Por solicitação de autoria do Vereador Vieira Lima, o encontro, que contou com a presença de várias autoridades do estado e do município, e entre elas o presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Maranhão  Crea-MA, Raymundo Portelada, e do assessor técnico, Engenheiro Civil Francisco José Albuquerque, serviu para discutir sobre a competência jurídica sobre aquela construção e sobre os acordos firmados entre os poderes para resolver a problemática existente na barragem.

A audiência se fez oportuna pelo iminente risco que representa a barragem atualmente, sobretudo pela falta de manutenção e intervenções equivocadas, ao longo dos anos, o que acabou gerando uma grande pressão das águas naquele local e erosões no entorno. Segundo o Engenheiro Francisco Albuquerque, se não houver intervenção satisfatória no local, pode acontecer a qualquer momento um grave sinistro de grande impacto humano e ambiental.

O presidente Raymundo Portelada ressaltou o trabalho que o Crea-MA realizou e traçou um panorama geral da situação da barragem: “ O Crea-MA foi procurado, assim que ocorreu aquele grande sinistro na barragem do Piauí e realizamos não somente vistoria na Barragem do Bacanga, que é o ponto de discussão aqui, mas também na de Pericumã e em Flores. A situação das três é muito preocupante. Encaminhamos as documentações para os órgãos competentes e até agora nada significativo foi realizado. É preciso que se tenha, primeiramente, um projeto de recuperação, para que em seguida se dêem inícios às obras, em caráter emergencial”. Afirmou.

Portelada finalizou com um grande alerta sobre a situação daquela região: “É preciso, que se realize algo organizado e urgente, pois o risco é aquela construção romper, e se isso ocorrer, tudo abaixo do nível de dois metros será atingido. Pessoas podem ser vitimadas. O momento é de se cobrar de quem é responsável, concluiu o presidente”.

Fonte: Crea-MA