Brasília, 13 de maio de 2010.
O senador, que falou sobre “Educação de qualidade”, afirmou que não deveria existir essa ideia de educação de qualidade, pois, ou ela é de qualidade, ou não é educação. “Escola ou é boa, ou não é escola”, disse, referindo-se ao pleonasmo do pensamento brasileiro sobre a educação.
Para ele o Brasil não tem um projeto de nação para as escolas e isso gera os graves problemas de escolas sem qualidade. “A educação não faz parte do imaginário coletivo brasileiro. Não faz parte dos nossos valores fundamentais. Não educamos nossos filhos para que eles tenham uma boa educação e conhecimento, mas sim para que eles tenham bons salários”, disse.
“Somos um povo que nos constituímos divididos em duas castas ricos e pobres , e tudo que é ligado aos pobres é deixado de lado, como educação, transporte, saneamento”, afirmou Cristovam Buarque. Ele ainda fez uma crítica à falta de preocupação, por exemplo, com o transporte coletivo. “Cuidamos das coisas que estão ligadas à casta de cima, como aeroportos, os atrasos dos aviões”, lembrou.
Sobre a mobilização da área tecnológica que está sendo feita nos Congressos Estaduais de Profissionais (CEPs), que culminará no 7o Congresso Nacional de Profissionais (CNP), o presidente do Confea disse que o grande desafio da categoria é poder ajudar a construir um Projeto de Nação para o Brasil. “E essa construção passa pela ética”, afirmou ao referir-se à mobilização dos brasileiros com o Ficha Limpa.
Ao falar sobre os desafios das categorias ligadas ao Sistema Profissional, o deputado federal Zezéu Ribeiro (PT-BA) citou como exemplo a Lei das Licitações (8.666/93). “Além dos muitos desafios existentes, há um grande desafio para as nossas categorias. Saímos do conceito de projeto executivo e hoje as obras são licitadas a partir de um projeto básico. Isso abre espaço para a corrupção”, apontou.
Já o deputado distrital Chico Leite (PT) disse que o grande desafio do Brasil é alcançar o equilíbrio. “Além de emprego e renda, precisamos garantir a possibilidade de vivermos em condição ambiental. Temos a responsabilidade de criar alternativas”, sugeriu ao referir-se à degradação do subsolo existente em áreas do Distrito Federal e também às ocupações irregulares.
O presidente do Crea-DF, Francisco Machado, anfitrião do Congresso, lembrou que o CNP nasceu historicamente de um processo constituinte. Já o coordenador do CPDF, Valmir Pontes, ressaltou a necessidade de reflexão da categoria. “Montamos um congresso com densidade, com palestras que provoquem discussões que possam contribuir com esse processo de mudança pelo qual o país está passando”, finalizou. O presidente do Crea-GO, Gerson Taguatinga, ressaltou a importância da mobilização da categoria que, segundo ele, é uma aula de amor ao país.
Presentes à abertura do CPDF estavam: o presidente da Mútua, José Wellington Costa; os conselheiros federais Idalino Hortência (GO), Maria Luiza Poci (RJ), José Luiz Mota Menezes (PE), Pedro Lopes (SP), Petrúcio Ferro (TO), Kleber dos Santos (DF), além de lideranças de entidades de classe e sindicais, como a Fisenge.
Ondine Bezerra
Assessoria de Comunicação do Confea
