Ciência e tecnologia são fundamentais para soberania brasileira

Brasília, 26 de maio de 2010

A primeira Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia ocorreu em 1985. 16 anos depois, em 2001, a CNCT ganhou a “inovação” no nome. 2005 foi o ano da terceira e esta semana, de 26 a 28 de maio, Brasília recebe a quarta edição da Conferência. Como novidade, a programação traz o foco em desenvolvimento sustentável e ênfase na inclusão social.

Coordenada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, outra novidade que a Conferência traz em 2010 é a “inserção dos municípios na agenda nacional de Ciência & Tecnologia”, segundo opina Sílvio Roberto Ramos, coordenador de uma das sessões paralelas do evento. Conforme ele explica, este ano a Conferência Nacional foi antecedida por etapas estaduais, regionais (nas cinco regiões do país) e municipais. “Este ano, o município passou a ser protagonista nas discussões”, disse Sílvio.

Além disso, ele acredita que o evento é fundamental para o desenvolvimento do país. “A discussão central é uma política de Estado para o desenvolvimento sustentável do país. Por si só, já é importante”, afirmou. Para ele, a criação de instrumentos que permitam a elaboração de uma política de Estado na área de Ciência e Tecnologia, como a Lei da Inovação, por exemplo, permite ao Estado uma nova visão de desenvolvimento. “É fundamental para a estratégia de soberania brasileira”.

Sílvio Ramos - que já presidiu o Crea do Espírito Santo e atualmente preside o fórum nacional de secretários estaduais de C&T - coordena, na CNCTI, a mesa de “C&TI, as Demandas Sociais e o Desenvolvimento Local”. Segundo ele, esta é a primeira vez que a conferência vai abordar inclusão social com grande ênfase em sua programação. “Há uma movimentação muito importante em torno desse tema no Brasil todo”, concluiu.

O ex-vice-presidente do Confea Paulo Bubach também participará da Conferência e destaca a ênfase na inclusão social. Para ele, essa foco decorreu da maior inserção dos municípios no processo. “Com a participação crescente dos municípios nessa discussão, deu-se uma ênfase nas tecnologias sociais, aquelas mais corriqueiras, do dia a dia, que podem trazer muitos benefícios quando bem aplicadas”, afirmou. Como exemplo, ele cita nas áreas de saneamento básico e habitacional. “Por mais que a União tenha uma iniciativa, com ênfase nacional, não tem como alcançar cada município se eles não se envolverem”, opina.

“Realmente, a ciência e tecnologia têm como fazer uma contribuição para a inclusão social”, opina o engenheiro eletrônico Jorge Monteiro Fernandes, coordenador do Grupo de Trabalho – Inovação Tecnológica e Empreendedorismo do Crea-DF, que também participará da Conferência. Para ele, no entanto, o grande ponto a ser destacado na programação é o desenvolvimento sustentável. “A inovação tecnológica pode contribuir para o desenvolvimento sustentável. A criação de soluções para fazer do uso da água e da energia o mais barato e eficiente possíveis é um exemplo. Esse tema desperta a atenção de todos os envolvidos com inovação”, opinou. Segundo ele, esta será a primeira CNCTI a abordar desenvolvimento sustentável. Para ele, abordar o tema na Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação simboliza a tomada de consciência brasileira sobre a importância da sustentabilidade. “É importante em nível mundial. O Brasil acolheu essa importância englobando o assunto na CNCTI”.

Mais informações sobre a 4ª CNCTI – Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Beatriz Leal
Assessoria de Comunicação do Confea