Salvador, 5 de agosto de 2010

Na presença de secretários e representantes de entidades públicas e privadas ligadas a setores de infra-estrutura, trade turístico, transporte, patrimônio histórico e desenvolvimento o prefeito da capital baiana relatou o andamento das ações até então realizadas pelo município no sentido de atender ás exigências da FIFA.
Durante boa parte da reunião o prefeito e o chefe de gabinete, Leonel Leal, enfatizaram os aspectos positivos da inclusão de Salvador entre as 12 cidades sub sedes. “A Copa deixará um legado cultural e emocional para a cidade além de novas edificações e equipamentos turísticos e esportivos”, resumiu João Henrique antes de listar itens contidos no que definiu como “matriz de responsabilidades”, ou seja, ações cuja condução caberiam, respectivamente, aos poderes municipal, estadual e federal. “A cidade tem que estar pronta em 2013, período em que ocorrerá a Copa das Confederações”, salientou o prefeito que foi alertado por Leonel Leal que o período para a entrega das obras seria o final de 2012.
Alteração no PDDU-“Para atender à FIFA nós teremos que fazer alteração no PDDU que já está obsoleto. Precisamos alterar principalmente o Gabarito da Orla, para ampliarmos nossa capacidade construtiva ”, adiantou o prefeito que citou as orlas de Fortaleza e Recife como exemplos bem sucedidos de ocupação.
A proximidade do evento e o curto espaço de tempo que a cidade dispõe para se adequar às demandas no que se referem à oferta de à infra-estrutura, serviços de qualidade, mobilidade, capacidade hoteleira e segurança, dentre outras exigências evidenciam que os desafios da capital baiana são imensos. Só para se ter uma idéia do gargalo no setor de transporte o aeroporto de Salvador trabalha com o número de 1 milhão de passageiros acima de sua capacidade.
Sem margem de endividamento para a realização das obras João Henrique deixou claro que depende do repasse de recursos do estado e da união além de parcerias com a iniciativa privada para dar conta do aporte de recursos financeiros (estimados em R$ 5 bilhões) necessários para por em prática o que a prefeitura definiu como “projetos estruturantes”. Nesse aspecto, a próxima etapa de ação da Prefeitura seria exatamente a captação de recursos, a liberação dos alvarás de construção e a constituição do Conselho da Copa.
Fonte: Cíntia Ribeiro
