O Brasil e as Metas do Milênio: 2ª palestra de hoje

Brasília, 23 de agosto de 2010.

As oportunidades de negócio proporcionadas pelas Metas do Milênio, é esse o principal foco da segunda palestra do Painel 1, da 67ª Soeaa e que será apresentado hoje (23), das 9h às 12h, por Ana Rosa Soares, especialista em Desenvolvimento Internacional, e em gestão de projetos de cooperação técnica na América Latina, África e Europa.

Ocupando o cargo de Oficial de Avaliação e Monitoramento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Ana Rosa mostrará os avanços e os desafios globais em relação às Metas, como o Brasil se comporta em relação à elas e, defenderá “mais investimentos em inovações que dinamizem as oportunidades de negócios com prevalência para o social e ambiental”.

Dos países mais comprometidos em alcançar as Metas, o Brasil, segundo Ana Rosa, “melhorou mas há muito a fazer”. “Na média nacional o país vai bem, mas quando desagregamos esses dados por região, estado, município, raça e etnia, por exemplo, se revelam problemas regionais gritantes quanto à saúde da mulher e da criança, e à educação”, afirma.

Nesse ítem, educação, Ana Rosa que aos 33 anos é também mestre em Administração e Políticas Públicas, bacharel em Ciência Política e doutoranda da Universidade estdual de Nova Iorque, diz que “o ensino fundamental no Brasil precisa melhorar. “Não basta ter crianças matriculadas nas escolas. Elas têm que saber escrever e entender o que lêm. Temos que dar qualidade ao ensino e com isso garantir a permanência na escola, e evitar a repetência”.

Para ela, no mundo houve muitos avanços desde que as Metas do Milênio foram traçadas há dez anos, mas “com metade do mundo em desenvolvimento sem estrutura se quer básica, atingir as Metas demandará um esforço extraordinário”. Ela defende ações urgentes e coordendas, do contário”os muitos milhões de pessoas não vão notar as promessas básicas dos Objetivos do Milênio em suas vids”, afirma categórica.

Com relação aos profissionais reunidos pelo Sistema Confea/Crea, Ana Rosa lembra que uma sociedade em condições saudáveis para ter um ambiente de negócio preróspero “não é apenas uma questão de responsabilidade social, gestão de custos e risco, mal necessário ou filantropia, mas também de oportunidade de negócios, futuros clientes e retornos, investimento em inovações e criações e, claro, competitividade no mercado”.

Maria Helena de Carvalho
Assessoria de Comunicação Social