Brasília, 24 de agosto de 2010.
Hoje, 24/8, o futuro das profissões no Brasil será o tema de destaque em Painel que terá como âncora o presidente do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), Marcio Porchman e como debatedores o gerente geral da Universidade Petrobras, engenheiro naval Ricardo Salomão; o arquiteto Gustavo Araújo Penna, do Instituto dos Arquitetos do Brasil em Minas Gerais e o consultor de agronegócio Alysso Paolinelli.
Segundo Marcio Porchmann, o Painel abordará o tema das profissões num contexto mais amplo – o do desenvolvimento. “A formação profissional não pode ser descolada do desenvolvimento que está em curso, fundamentado na dinâmica pós-industrial”, ressalta o economista. Segundo ele, a sociedade do conhecimento exige uma profunda reformulação da educação e do trabalho. “É preciso enfatizar a necessidade de educação não apenas para o trabalho, mas para a vida. Isso exige uma reinvenção da educação”.
Na realidade atual, segundo Porchmann, destaca-se principalmente a velocidade em que as mudanças ocorrem, não apenas no ambiente profissional, mas na sociedade como um todo. “O estudante já sai da faculdade defasado. O ensino superior não tem mais aquela função estanque, em que o egresso ia para o mercado de trabalho e não estudava mais”, afirma Porchmann. Segundo ele, o ensino superior passou a ser o “piso” e não mais o “teto” da formação profissional. “Esse nível de formação passou a ser a base para que todos possam ter condições de acesso ao trabalho e a uma vida adequada”.
O déficit de profissionais técnicos especializados no país são o indicativo da necessidade de se repensar o processo de formação. Segundo Porchmann trata-se do reflexo de um país que está melhorando os índices de crescimento econômico, mas que não investiu suficientemente em educação, para que a mão de obra necessária ao desenvolvimento pudesse acompanhar esse processo. “Infelizmente temos como herança o fato de o Brasil ter passado cem anos sem avanços no sistema educacional”, lamenta ele, ressaltando que a universalização do ensino básico ocorreu apenas nos anos 90. Ele considera as recentes metas de ampliação do ensino médio e superior, além da expansão das escolas técnicas com um indicativo de que o país passou a se preocupar com a educação como “um bem cultural e um requisito para o avanço e o desenvolvimento. “As mudanças nessa área não ocorrem da noite para o dia. Precisamos estabelecer um diálogo com o futuro e não com o passado”.
Márcio Porchmann é economista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com especialização em ciências políticas e em relações do trabalho. Ele é doutor em economia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Docente da Unicamp desde 1995, é professor livre docente licenciado na área de economia social e do trabalho e é pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Unicamp desde 1989. Ele já escreveu e organizou mais de 30 livros, entre eles, a Década dos Mitos, vencedor do prêmio Jabuti na área de economia em 2002.
Mariana Silva
Assessoria de Comunicação do Confea
Hoje, 24/8, o futuro das profissões no Brasil será o tema de destaque em Painel que terá como âncora o presidente do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), Marcio Porchman e como debatedores o gerente geral da Universidade Petrobras, engenheiro naval Ricardo Salomão; o arquiteto Gustavo Araújo Penna, do Instituto dos Arquitetos do Brasil em Minas Gerais e o consultor de agronegócio Alysso Paolinelli.
Segundo Marcio Porchmann, o Painel abordará o tema das profissões num contexto mais amplo – o do desenvolvimento. “A formação profissional não pode ser descolada do desenvolvimento que está em curso, fundamentado na dinâmica pós-industrial”, ressalta o economista. Segundo ele, a sociedade do conhecimento exige uma profunda reformulação da educação e do trabalho. “É preciso enfatizar a necessidade de educação não apenas para o trabalho, mas para a vida. Isso exige uma reinvenção da educação”.
Na realidade atual, segundo Porchmann, destaca-se principalmente a velocidade em que as mudanças ocorrem, não apenas no ambiente profissional, mas na sociedade como um todo. “O estudante já sai da faculdade defasado. O ensino superior não tem mais aquela função estanque, em que o egresso ia para o mercado de trabalho e não estudava mais”, afirma Porchmann. Segundo ele, o ensino superior passou a ser o “piso” e não mais o “teto” da formação profissional. “Esse nível de formação passou a ser a base para que todos possam ter condições de acesso ao trabalho e a uma vida adequada”.
O déficit de profissionais técnicos especializados no país são o indicativo da necessidade de se repensar o processo de formação. Segundo Porchmann trata-se do reflexo de um país que está melhorando os índices de crescimento econômico, mas que não investiu suficientemente em educação, para que a mão de obra necessária ao desenvolvimento pudesse acompanhar esse processo. “Infelizmente temos como herança o fato de o Brasil ter passado cem anos sem avanços no sistema educacional”, lamenta ele, ressaltando que a universalização do ensino básico ocorreu apenas nos anos 90. Ele considera as recentes metas de ampliação do ensino médio e superior, além da expansão das escolas técnicas com um indicativo de que o país passou a se preocupar com a educação como “um bem cultural e um requisito para o avanço e o desenvolvimento. “As mudanças nessa área não ocorrem da noite para o dia. Precisamos estabelecer um diálogo com o futuro e não com o passado”.
Márcio Porchmann é economista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com especialização em ciências políticas e em relações do trabalho. Ele é doutor em economia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Docente da Unicamp desde 1995, é professor livre docente licenciado na área de economia social e do trabalho e é pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Unicamp desde 1989. Ele já escreveu e organizou mais de 30 livros, entre eles, a Década dos Mitos, vencedor do prêmio Jabuti na área de economia em 2002.
Mariana Silva
Assessoria de Comunicação do Confea
