Cuiabá, 23 de agosto de 2010.
Na manhã do primeiro dia de painéis da 67ª Soeaa, dia 23, foi debatida a questão da infraestrutura de transportes do País. O diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot, iniciou sua explanação com uma reconstrução histórica das malhas de transporte. “Após anos de sucateamento por sucessivos governos, foram retomados os investimentos e o Brasil passa por uma verdadeira revolução nas grandes obras de infraestrutura”, afirmou, apontando a necessidade de investimento em novas matrizes de transporte.
Ainda segundo Pagot, o País precisa de um planejamento ousado. “Se tivermos ousadia, podemos fortalecer o Plano Nacional de Logística e Transporte e pensar em novas matrizes de transporte, como a ferroviária e a hidroviária”, declarou. Ainda segundo ele, no Brasil, existem setores que podem ser potencializados com o avanço nos transportes, como o siderúrgico, o florestal e o cítrico. “No caso dos corredores hidroviários, por exemplo, Tucuruí e suas eclusas representam uma das mais magníficas obras da Engenharia, um verdadeiro marco nacional”, acrescentou.
Outro ponto destacado foi a integração da América Latina. Pagot admitiu a ausência de políticas nesse sentido. “Infelizmente, não fizemos nada para promover a integração dos países da América Latina mas com a retomada dos investimentos, esta área tende a se fortalecer. Já temos grandes projetos com a Colômbia e o Peru”, pontuou.
O diretor geral do DNIT apontou alguns importantes desafios para o próximo período: investimentos pós PAC 2; o aumento do PIB e a ética profissional. “Não coloquem a ART* de vocês ou assinatura em planilhas de qualquer projeto, porque muitas vezes a corrupção pode nascer dessa assinatura de vocês”, concluiu.
*ART - Anotação de Responsabilidade Técnica
Camila Marins
Assessoria de Comunicação da Fisenge
