Brasília, 31 de agosto de 2010.
Entre as propostas definitivamente rejeitadas na primeira etapa do 7º Congresso Nacional de Profissionais (CNP) está a que previa a criação de um grupo de trabalho para estudar meios de viabilizar as eleições do Sistema Confea/Crea pela internet. Apesar da polêmica, a proposta não foi aprovada em nenhum dos seis grupos de trabalho em que foram divididos os 487 delegados do CNP. Portanto, não será reavaliada na segunda etapa do Congresso, em novembro, em Brasília.
Debate nos grupos
No grupo 1 (azul), o engenheiro Paulo Bubach, delegado pelo Espírito Santo, foi um dos que apresentaram a defesa da proposta, explicando que não se tratava de implantar o voto pela internet, mas de criar um grupo de estudo sobre o assunto. Marcos Túlio de Melo, presidente do Confea e delegado institucional ao 7º CNP, defendeu a proposta, apelando para a necessidade de modernizar o sistema de votação - como já vem sendo adotado pelo Conselho Federal de Contabilidade e por algumas entidades do sistema Confea/Crea - e, ainda, de ampliar a participação dos profissionais no processo eleitoral. Segundo ele, a possibilidade de fraude eleitoral é muito maior no sistema convencional, com cédulas de papel e urnas de lona, “como historicamente se verificou no país, até a implantação do voto eletrônico".
Na defesa contrária, o geólogo Nivaldo Bósio, presidente da Federação Brasileira de Geólogos e delegado institucional ao 7º CNP, argumentou que o software usado para o voto eletrônico no Brasil não permite saber se ele foi devidamente computado. Essa forma, segundo ele, foi rejeitada em vários países, “inclusive no Paraguai”, por não garantir o sigilo do voto. “Se o voto eletrônico tem essas precariedades, na internet se acentua muitas vezes”, salientou. Na sua opinião, o voto pela internet não pode ser comparado com as operações bancárias pela rede mundial de computadores, pois neste caso há como rastrear a ordem bancária, de onde saiu e para onde foi remetida, diferentemente do voto, pois isso quebraria a sua sigilosidade, “condição essencial da democracia e da cidadania”, defendeu.
No grupo 4, após as argumentações contra e a favor, a votação terminou em empate, que só foi decidida com o voto de minerva do coordenador do grupo, Paulo Constantino, rejeitando a proposta.
Assessoria de Comunicação do 7º CNP
