Confea realiza debate interno sobre voto consciente
Confea realiza debate interno sobre voto consciente
Última atualização: 01/10/2010 às 09h30
Brasília, 1º de outubro de 2010.
Às vésperas de um dos momentos mais relevantes da democracia brasileira a escolha dos próximos governantes do país -, o Confea promoveu uma nova ação para conscientizar os funcionários em relação ao voto consciente. O coordenador do Núcleo de Brasília do Movimento Voto Consciente, Edson Dezan, proferiu palestra na manhã de ontem (30/9) sobre a importância de uma escolha consciente dos candidatos para o desenvolvimento local, regional e nacional do Brasil.
Segundo Dezan, o papel do cidadão na sociedade é votar, cobrar e participar. “E o que é votar conscientemente”, questiona. “A gente pensa que é escolher bem. Mas somente isso não responde à pergunta. O voto consciente tem duas fases: pré e pós-eleitoral”.
Ele explica que, na primeira fase, é preciso que os eleitores busquem informações sobre os políticos, analisem a atuação dos partidos, seus integrantes e sua vida pregressa. Mas o dever cívico do cidadão não se encerra na escolha. “A democracia exige a memória do eleitor”, diz. Dezan ressalta que a fase pós-eleitoral consiste no acompanhamento da trajetória do candidato eleito. “Entretanto, a participação dos eleitores nessa fase ainda está muito baixa e precisa ser estimulada”, constata.
Para ele, votar é mais que uma obrigação; é um direito. “Se deixarmos de exercitar nossa obrigação cívica da democracia, o que teremos é a não-democracia”. Além disso, critica o voto de protesto, quando em eleições pretéritas chegou-se a votar em figuras como o macaco Tião (RJ) e o hipopótamo Cacareco (SP), por exemplo. “Isso demonstra que o nível de consciência da população ainda deve melhorar muito”, conclui.
Por fim, ao término da palestra, o presidente do Confea, Marcos Túlio de Melo, ressaltou que a cidadania deve ser exercida pensando-se não somente no aspecto individual, mas da coletividade e está associada à ampla movimentação do combate à corrupção no país. “Queremos ter nossos governantes com essa visão do coletivo. É importante escolhê-los observando o que a nossa categoria e a sociedade esperam de nós”, destacou.
Tânia Carolina Machado Assessoria de Comunicação do Confea