Confea busca parceria com o MEC para o trabalho de harmonização da Resolução nº 1.010

Brasília, 27 de outubro de 2010.

Representantes do Confea reuniram-se ontem com a diretora de Regulação e Supervisão da Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (Setec-MEC), Andréa de Farias Barros. A proposta é que o ministério indique especialistas para colaborar com o trabalho de harmonização da Matriz do Conhecimento da Resolução nº 1.010/2005, que modifica a regulamentação da atribuição de títulos profissionais, atividades, competências e atuação de profissionais no Sistema Confea/Crea.

“Queremos que o MEC trabalhe em conjunto com a Comissão de Educação e Atribuição Profissional do Confea (Ceap) no que se refere à análise das grades curriculares dos cursos”, explicou o presidente do Confea, Marcos Túlio de Melo, no início da reunião. A intenção é aproveitar a experiência que a Setec teve na construção do Catálogo Nacional dos Cursos Superiores de Tecnologia, lançado em maio deste ano, para realizar um objetivo maior: modificar o paradigma da concessão de títulos e atribuições aos profissionais da área tecnológica.

Segundo Andréa de Farias, todo o trabalho que culminou na construção do Catálogo elaborado pelo MEC teve um papel importante na valorização dos tecnólogos. “Antes cada instituição de ensino entendia de uma forma diferente a formação do desses profissionais. Agora, com o catálogo, há critérios e parâmetros”, afirmou. A figura do Catálogo é ainda mais importante tendo em vista que a profissão de tecnólogo não é regulamentada, mas, de acordo com Andréa, a legislação que está em tramitação no Congresso Nacional é “inteligente”, pois “vincula os tecnólogos aos conselhos profissionais pertinentes”.

No caso da operacionalização da Resolução nº 1.010, por meio da matriz do conhecimento, o objetivo é ainda mais complexo: definir qual a grade curricular necessária para gerar determinada atribuição. Para Andrea, o grande desafio está na evolução de paradigma que a Resolução propõe. “O paradigma será o da competência. É uma tendência mundial, mas que requer uma análise criteriosa dos egressos, praticamente uma análise individualizada das cadeiras que determinado estudante cursou. Esse é o espírito da 1.010. Haverá um maior grau de certeza de acerto na concessão de atribuições, mas também uma complexidade muito maior na análise das grades”, ressaltou Andrea. “principalmente no que se refere aos tecnólogos, cuja formação varia muito de um curso para o outro”.

A diretora da Setec explica que, do ponto de vista educacional, a formação é muito pouco uniforme, mesmo nas engenharias mais clássicas, como a engenharia civil, por exemplo. “Cada curso faz o que bem entende do seu currículo pedagógico”, afirmou. É nessa característica que reside o grande desafio da Resolução, de analisar criteriosamente a formação de cada profissional para então conferir-lhe os títulos e atribuições. “Quero louvar o esforço e dizer que o Sistema está diante de um esforço muito maior do que foi necessário para a construção do Catálogo”, disse Andrea. Ela disse que a Setec irá colaborar com o trabalho e ressaltou que essa “agenda comum” entre o MEC e o Confea é de fundamental importância, tanto no que se refere à valorização dos tecnólogos como à operacionalização da Resolução nº 1.010.

Também participaram da reunião os conselheiros Francisco Xavier Ribeiro do Vale e Lino Gilberto da Silva, além do presidente da Associação Nacional dos Tecnólogos, Jorge Guaracy Ribeiro e dos funcionários do Confea Efraim Geraldo Rodrigues Leite e
Francisco do vale e Paulo Roberto da Silva.

Mariana Silva
Assessoria de Comunicação do Confea