Infraestrutura, mobilidade profissional e PAC - Programa de Aceleração do Crescimento - são temas que o presidente do Confea, Marcos Túlio de Melo, destaca entre os debatidos na 52ª Reunião do Conselho Europeu de Engenheiros Civis (ECCE - European Council for Civil Engineers), que aconteceu na semana passada em Zaragoza, Espanha. "O ECCE tem um foco de planejamento para a Europa semelhante ao que queremos construir com o Pensar as Américas e o Pensar o Brasil", informou Marcos Túlio, após as atividades da sexta-feira (12/11). Segundo ele, foram feitas apresentações sobre a infraestrutura de integração entre os países europeus, que conta com ferrovias e telecomunicações, por exemplo. "É impressionante como eles já estão interligados".
De acordo com Túlio de Melo, outra questão tratada na reunião de interesse do sistema profissional das Américas foi a mobilidade profissional. "Eles estão mais avançados, mas têm alguns problemas parecidos com o que enfrentamos", disse Túlio de Melo. A dificuldade em criar uma carteira profissional única e ajustar os limites de atribuição são exemplos desses problemas. "Mas a Europa tem muito mais países do que o Mercosul. Naturalmente, para eles a situação é mais complexa", concluiu.
PAC e infraestrutura brasileira Na tarde da sexta-feira (12/11), o conselheiro federal Afonso Lins fez uma apresentação aos participantes da reunião sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e infraestrutura no Brasil. "Eles ficaram abismados com o volume de obras que temos previsto para os próximos anos. Frisei que além da Copa de 2014, todos esses investimentos em infraestrutura são feitos para que o país não deixe de crescer", explicou Lins. Segundo ele, o interesse pelo Brasil ficou evidente nas palestras, nas quais o país foi citado como uma das futuras potências mundiais, ao lado de Índia e China. "Após a apresentação, fomos procurados por representantes de vários países, que queriam saber sobre a infraestrutura brasileira, sobre investimentos inclusive com interesses em parcerias com empresas brasileiras", comentou.
Para o presidente do Crea-AL, Aloísio Ferreira, que participou da reunião representando o Colégio de Presidentes, a importância de o sistema profissional brasileiro participar de iniciativas internacionais reside nas lições que podem ser trazidas ao Brasil. "Podemos espelhar o que aprendemos aqui no Pensar as Américas, por exemplo", disse. O que chamou a atenção dele foi a quantidade de dados e informações estatísticas sobre empresas da área tecnológica.
Representando o Colégio de Entidades Nacionais, participou da reunião o presidente da Faeasp (Federação das Associações de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de São Paulo), Hélio Secco.