Braília, 18 de novembro de 2010

O diretor de Políticas de Comércio e Serviços do Mdic, Maurício do Val, vê a reunião como uma oportunidade de incentivar os profissionais e empresas dos dois países a encontrar o potencial de oportunidades de comércio e investimentos. Para ele, os resultados da cooperação irão representar uma importante ferramenta para os setores públicos e privados, permitindo o desenvolvimento e o aperfeiçoamento de políticas públicas relacionadas ao comércio de serviços.
Na visão do representante do Departamento Comercial Americano e Coordenador da reunião pelos Estados Unidos, Eugene Alford, os norte-americanos estão animados com o desenvolvimento do setor de serviços do Brasil e com o fato de o Brasil sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas 2016, nos próximos anos. “Esperamos usar a discussão de hoje para estabelecer um frutífero diálogo internacional”, afirmou Alford.
A videoconferência foi dividida em dois momentos. No primeiro, foi apresentado um plano de trabalho em oportunidade de negócios no Brasil e nos EUA. Nessa ocasião, o coordenador-executivo do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), da Casa Civil da Presidência da República, Maurício Muniz Barreto de Carvalho, apresentou os projetos do PAC, da Copa do Mundo de 2014, das Olimpíadas de 2016, do trem de alta velocidade e da mobilidade urbana. Ele destacou que a participação dos engenheiros e arquitetos no processo de implantação do PAC tem sido essencial.
Muniz destacou alguns investimentos realizados em rodovias e ferrovias, em geração e transmissão de energia elétrica, em moradia, em saneamento básico e nos trem de alta velocidade, cujos processos de participação são abertos ao capital internacional. Ele também registrou o engajamento do setor privado na parceria com o governo e, em nome de José Carlos Martins, representante da Câmara Brasileira da Industria da Construção (CBIC), agradeceu a colaboração de José Carlos Martins.
No segundo momento da videoconferência foi realizada uma discussão sobre questões referentes ao exercício profissional para os serviços de engenharia e arquitetura, de que participaram o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea); o Conselho Nacional de Registro das Câmaras de Arquitetura (em inglês, National Council of Architectural Registration Boards); o Instituto Americano de Arquitetos (em inglês, American Institute of Architects) e, representando os engenheiros a ABET, agência internacional de credenciamento de programas de engenharias responsável pela acreditação da engenharia dos EUA, todos apresentaram o marco regulatório para licenciamento/registro de profissionais nos respectivos países.
O presidente do Confea, Marcos Túlio de Melo, iniciou a fala enfocando a importância da reunião. Segundo ele, o conhecimento das informações a respeito das experiências brasileiras e norte-americanas pode resultar em um movimento substancial para parceria. Túlio de Melo apresentou o marco normativo do Sistema Confea/Crea, detalhando o processo de registro de profissionais e empresas no Brasil. Ele abordou ainda as práticas profissionais, de acreditação e de qualificação profissional e informou sobre os protocolos e memorandos de entendimentos assinados pelo Confea com Angola, China, Cuba, Moçambique, Portugal, Rússia e Venezuela. Marcos Túlio também destacou ações da Federação Mundial de Organizações de Engenharia (FMOI) e Comissão de Integração da Agrimensura, Agronomia, Arquitetura, Geologia e Engenharia para o Mercosul (CIAM).
Túlio de Melo informou que as organizações de engenharia, arquitetura e agronomia no mundo inteiro estão discutindo a questão da mobilidade profissional. “Em recente encontro de engenharia realizado na argentina a União Pan-americana de Associações de Engenheiros aprovou o Programa Pensar Américas, que tem com meta inicial tratar da mobilidade profissional”, ressaltou.
Os representantes dos Estados Unidos apresentaram o funcionamento dos processos de registro e certificação profissional da arquitetura e engenharia. Em solicitaram informações sobre o detalhe dos procedimentos de registro estrangeiro e oportunidades no tema planejamento urbano no Brasil.
Túlio de Melo informou os procedimentos, ressaltando que para o exercício da profissão de um estrangeiro no Brasil se faz necessário que ele tenha um assistente brasileiro, isto é devido para que haja a real transferência dos processos de tecnologia e absorção das inovações para o nosso país.
O vice-presidente do Confea, José Roberto Geraldine Júnior, respondeu às indagações dos norte-americanos registrando as oportunidades para o planejamento urbano no Brasil se estendeu com o projeto de entorno das arenas, além do que o país vem investindo bastante no desenvolvimento urbano e regional a partir da implantação de planos diretores na grande maioria dos seus municípios, concluiu afirmando que a reunião trazia uma possibilidade para que o sistema de acreditação Mercosul quando concluído seja um instrumento para alcançar a mobilidade com terceiros. “Esta reunião pode ser vista como uma das ações de inserção internacional do Sistema Confea/Crea”, afirmou.
Participaram ainda da reunião o conselheiro federal e a assessora internacional do Confea, respectivamente Mauricio Garcia e Carmem Eleonôra Amorim; o vice-presidente da CBIC, José Carlos Martins; o presidente e diretor do SINAENCO, Antonio Viol e Antonio Rolim respectivamente; a adida comercial da Embaixada dos EUA no Brasil Yamilee Batien; os representantes norte-americanos Maria Cameron, Stephen Nutt , Cinytia Sanfort, James Chu, Jessica Salmoiraghi, Michael Milligan, Daniela Iacona , Stephen Nutt; os representantes brasileiros Luiz Mauricio Navarro, Edna Cesetti, Raquel Abdala, Eduardo Celino e Igor Manhães.
Assessoria de Comunicação do Confea
Colaboração Carmem Eleonôra Amorim
Assessoria Internacional do Confea
