Brasília, 16 de dezembro de 2010
O 4° Fórum de Coordenadores Nacionais de Ensino Médio, realizado pelo Ministério da Educação (MEC), recebeu, na tarde desta quinta-feira (16/12), o presidente do Confea, Marcos Túlio de Melo. Em palestra, Túlio de Melo abordou o acordo entre Confea e MEC cujo principal objetivo é estimular o interesse de crianças e jovens pelas profissões das áreas de ciências exatas.
Em sua apresentação, Túlio de Melo alertou que menos de 11% dos universitários brasileiros estão em cursos da área tecnológica. “São 180 mil vagas nas universidades para engenharia e somente 32 mil profissionais se formam a cada ano”, disse. “Desses, 30% permanecem com atuação na área técnica”, completou.
Túlio de Melo iniciou a palestra ressaltando o índice de crescimento do Brasil previsto para os próximos anos – de 7,1%. A esse dado, refletiu sobre a escassez de profissionais em relação ao que a área de infraestrutura demanda. “Precisamos formar mais para darmos suporte a essa perspectiva de crescimento projetado”, disse. Soma-se a esse fato o desinteresse crescente dos jovens por disciplinas relacionadas às áreas tecnológicas. “É um problema mundial o desinteresse dos jovens pelas profissões da área tecnológica e o desinteresse por matemática, física, ciência de uma forma geral. Acrescenta-se a isso a ausência de professores qualificados na área. Além disso, os jovens associam intervenções de engenharia a degradação do meio ambiente e corrupção”, lembrou.
Na ocasião, Túlio de Melo expôs sua opinião de que o Brasil não avançará se não desenvolver profissionais das áreas de engenharia e planejamento. “Temos que ter uma visão efetiva sobre o papel fundamental da educação nesse processo de crescimento estimado”. Nesse sentido, o estímulo pelas áreas das ciências exatas desde o ensino básico se torna fundamental, segundo o presidente do Confea. “Essa transformação demanda muita mudança, com a valorização do professor e remuneração adequada”.
Em sua exposição, Túlio de Melo fez comparativos sobre população e formação de engenheiros dos países emergentes economicamente. Veja os números.
Brasil
População – 190 milhões
Nº engenheiros formado/ano – 32 mil
Irã
População – 90 milhões
Nº engenheiros formado/ano – 180 mil
China
População – 1 bilhão e 300 milhões
Nº engenheiros formado/ano – 450 mil
Índia
População – 600 milhões
Nº engenheiros formado/ano – 250 mil
Ondine Bezerra
Assessoria da Presidência do Confea
Beatriz Leal
Assessoria de Comunicação do Confea
