Brasília, 03 de fevereiro de 2011.

Na conversa, Robson disse que, mesmo com o percentual de crescimento de 10,4% no ano passado, a indústria, sobretudo o setor da construção civil, sentiu com a falta de mão de obra. “Esse hoje já é um gargalo para o nosso crescimento e será maior ainda”, destacou, lembrando que a CNI não tem, ainda, números que quantifiquem qual o impacto dessa carência no crescimento da indústria brasileira.
Diante desse cenário, e também da sinalização da Secretaria de Comércio e Serviço do Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio Exterior (SCS/MDIC), que convidou o Confea para realizar um censo com todos os profissionais da área tecnológica registrados no Sistema Confea/Crea, Marcos Túlio propôs à CNI uma parceria político-institucional com a entidade, para o engajamento do setor industrial na realização do censo.
Proposto pelo MDIC, o censo profissional pretende descobrir a formação dos profissionais da área tecnológica, onde e em que estão atuando, se têm o domínio de outro idioma, além de identificar se desejam retornar ao mercado de trabalho, caso não estejam atuando na sua área de graduação.
A ideia do presidente do Confea é cobrir três frentes determinantes para solucionar o problema atual e futuro de falta de mão de obra. Para tanto, além do censo, Marcos Túlio propôs a Robson Braga a realização de uma pesquisa com metodologia estabelecida pela Confederação , nos mesmos moldes da realizada em 2006 dentro do programa Inova Engenharia, feita por meio da parceria Confea/CNI. A proposta é desenhar um mapa atual e futuro da oferta de trabalho na indústria.

Sobre o mercado e as medidas que o governo federal vem adotando para equacionar algumas dificuldades apontadas pelo setor, o presidente da CNI defendeu que “temos que arrumar a economia com medidas que sejam aceitas internacionalmente. O Brasil pode tomar medidas imediatas, mas que possam ser ajustadas quando os problemas específicos por elas atacados sejam sanados”.
Robson Braga ainda destacou que 79% das exportações brasileiras são de commodities, enquanto 95% das importações são de produtos manufaturados, e que isso ocasiona desequilíbrios. “Não tem país rico e economicamente forte que não tenha uma indústria forte”, destacou.
Para a presidência do Confea, o fortalecimento da nossa indústria também passa pela inovação tecnológica, pelo fortalecimento da educação, além de um planejamento bem estruturado, com uma visão precisa das necessidades do país numa perspectiva de curto, médio e longo prazo. Na reunião, também estavam presentes os conselheiros federais do Confea, Pedro Lopes e Roberto Costa e Silva, além do chefe de gabinete Sílvio Ramos.
Ondine Bezerra
Assessoria de Comunicação do Confea
