Capacidade de geração de energia cresce 5,7% em 2010, diz Aneel

Rafael Bitencourt - Valor, 11 de fevereiro de 2011 | 16h35

BRASÍLIA - A capacidade instalada da geração de energia elétrica no Brasil teve um crescimento de 5,7% em 2010 na comparação com o ano anterior. A informação foi divulgada hoje pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O Brasil atingiu em 2010 a capacidade instalada de 112.398,49 megawatts (MW). Esta potência é garantida por 2.336 usinas espalhadas pelo país que estão enquadradas em diferentes categorias (hidrelétricas, termelétricas, eólicas, nucleares, pequenas centrais hidrelétricas e centrais geradoras hidrelétricas).

A energia das hidrelétricas predomina e responde por 68,53% da potência, seguida da capacidade das termelétricas, com 25,65%, e das pequenas centrais hidrelétricas, com 3,05%. Compõem ainda a matriz 1,79% de potência de usinas nucleares, 0,82% de eólicas e 0,17% das centrais geradoras. Segundo a Aneel, existem mais de 500 empreendimentos em construção e outorgas de obras não iniciadas que devem aplicar ainda mais a capacidade do parque gerador de energia elétrica do país.

A agência reguladora destaca ainda que o aumento da capacidade de geração de energia elétrica foi de 50,1%, nos últimos 10 anos. Em 2001, o país viveu a crise de abastecimento no setor elétrico que submeteu a população a vários meses de racionamento de energia. Anos depois, um relatório elaborado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) lançou a estimativa de que os prejuízos, entre 2001 e 2002, foram da ordem de R$ 45 bilhões.

Desafios

Se, por um lado, foi superada boa parte das dificuldades no segmento de geração, onde se observa o atendimento da demanda até com certa folga, por outro, o atual governo tem o desafio de encontrar soluções para evitar as interrupções prolongadas no fornecimento, que estão sendo causadas por falhas pontuais na rede de transmissão.

Embora o Sistema Interligado Nacional seja considerado um modelo para outros países com dimensão geográfica semelhante a do Brasil, os apagões do final de 2009, que atingiu 18 Estados, e o da madrugada da última sexta-feira (4), que atingiu outros oito Estados do Nordeste, demonstram pontos de vulnerabilidade na operação e manutenção das linhas e subestações de transmissão. Se eventuais falhas não podem ser evitadas, o prazo de recomposição do sistema ainda é considerado excessivamente longo, por deixar a população durante várias horas sem energia. (Rafael Bitencourt | Valor)

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