Destak Jornal, 24 de fevereiro de 2011
O diretor de Operações do Comitê Organizador da Copa, Ricardo Trade, confirmou que o país deve recorrer a "esquemas alternativos" nos aeroportos para atender à demanda de transporte de passageiros no Mundial.
A infraestrutura aeroportuária é considerada um dos grandes gargalos do país para sediar o evento. De acordo com Trade, das 13 ampliações previstas, apenas quatro saíram do papel. Uma das improvisãções que o comitê está planejando diz respeito ao aeroporto de Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. No lugar da ampliação dos terminais, o comitê pensa em montar uma pequena estrutura na base aérea de Lagoa Santa, próximo ao aeroporto.
Perda de oportunidade
Ontem, em entrevista à rádio CBN, o presidente do Sindicato de Arquitetura e Engenharia, José Roberto Bernasconi, afirmou que o país perdeu uma grande oportunidade de realizar profundas melhorias em sua infraestrutura. "Nossos aeroportos estão completamente subdimensionados. Cumbica foi projetado para 18 milhões de passageiros por ano e já atende 23 milhões. Fazer uma obra em aeroporto leva tempo e não há como terminá-la antes do Mundial." Segundo Bernasconi, mesmo que se convoque a iniciativa privada e se façam concessões de aeroportos como se fez com as rodovias, dificilmente as obras serão concluídas. "Ficamos no discurso e houve descontinuidade de investimentos. Agora temos de correr contra o prejuízo."
