Maria Elisa Alves - O Globo, 02 de março de 2011 | 23h50
RIO - Menos de duas semanas após a morte da jovem Camila Nunes Dib, que caiu de um trio elétrico , na Praia de Copacabana, ao tentar se desviar de um fio instalado pela Light no local, basta dar uma volta pela cidade para perceber que há perigo em vários locais, não apenas para foliões. Pedestres, crianças e banhistas podem ser vítimas de uma infinidade de fios caídos de postes, deixados no meio da rua ou até na areia das praias. Convidados pelo GLOBO, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea), Agostinho Guerreiro, e o engenheiro eletricista, Luiz Antonio Cosenza, vistoriaram alguns pontos e ficaram horrorizados com as condições dos postes do Rio.
- É um absurdo deixarem fios soltos, principalmente na praia, de onde as pessoas saem molhadas. Dependendo da descarga, um choque pode matar - diz Agostinho.
Na Avenida Atlântica, em frente à Avenida Princesa Isabel, havia riscos na altura do rosto e dos pés dos banhistas: um poste apresentava diversos fios caídos, bem na altura dos pedestres. Na areia, também era possível ver problemas: alguns fios, envoltos por conduítes rasgados em diversos pontos, e outros sem nada em volta.
