Herança do mensalão do DEM atrapalha obra da Copa, diz vice do DF

Do G1 - Expresso MT, 29 de março de 2011 | 10h25

Durante audiência pública sobre a Copa do Mundo de 2014, realizada em Brasília nesta terça-feira (29), o vice-governador do Distrito Federal, Tadeu Filippelli, afirmou que a crise política provocada pelo escândalo de corrupção batizado de mensalão do DEM de Brasília deixou consequências – como ações judiciais que paralisaram obras sob suspeita de irregularidades – que atrapalham o andamento de empreendimentos importantes para o mundial de 2014.

O vice-governador do DF, no entanto, afirmou que a eleição de 2010 e a “escolha de novos políticos” fizeram com que a crise política fosse “superada” pelo governo distrital.

“Não podemos deixar de registrar as dificuldades que passamos nos últimos anos em Brasília. Foram meses questionáveis do ponto de vista da crise política. Nos últimos 17 meses, tivemos cinco governantes. Não falo mais sobre a crise política. A crise foi superada pelas próprias eleições, com a escolha de novos políticos, de novos administradores, mas não há como deixar de falar das consequências dessa crise política”, discursou Filipelli.

A construção do veículo leve sobre trilhos (VLT), entre as Asas Sul e Norte, em Brasília, e a ampliação da rodovia DF-047, que liga o Aeroporto Internacional de Brasília Presidente Juscelino Kubitschek ao Plano Piloto, seriam empreendimentos prejudicados pela crise política, na avaliação de Filipelli.

“O que parecia, inicialmente, muito bem colocado, como o VLT e o reforço da 047 – aquela estrada que sai do aeroporto e chega ao Plano Piloto, com projeto de túneis e viadutos – hoje temos um nível de dificuldade adicional. Não só o enfrentamento de recursos [na Justiça] para execução da obra, o cronograma, isso ficou menor diante das dificuldades que nós estamos enfrentando com as consequências da crise política [do mensalão do DEM]”, afirmou Filipelli.

Filipelli afirmou que a evolução das obras no DF “esbarra hoje em disputas judiciais” que ainda devem ser concluídas na Justiça. A gestão de governador Agnelo Queiroz (PT), segundo o vice, “torce” para uma definição rápida e definitiva do judiciário em torno dos empreendimentos questionados judicialmente como o VLT.

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