Oxente, o futuro da engenharia passa por aqui

Aracaju (SE), 16 de outubro de 2026


Imagina só participar de um evento que é o retrato vivo da pluralidade do nosso Brasil! Durante quatro dias, sotaques, culturas, experiências e histórias profissionais se encontram, mostrando que a Engenharia, a Agronomia e as Geociências têm muito a dizer e muito a contribuir.
Em sua 81ª edição, já com a maturidade de quem atravessou gerações, a Soea chegou a Aracaju para pensar o Brasil, celebrar o conhecimento e se declarar à inovação, à tecnologia e ao futuro. Um encontro de ideias, de vivências e de profissionais que, de Norte a Sul, ajudam a transformar a realidade do nosso país.

E, por aqui, meu povo, cada história carrega um Brasil diferente e cada experiência vem com um sotaque que quer se mostrar. Vamos ver alguns:

Leo Brizola


Para o eng. civ. Leo Brizola, mestre em Geotecnia e influenciador digital, uma das grandes riquezas da Soea está na possibilidade de conhecer profissionais de diferentes regiões e descobrir como cada um leva sua cultura para dentro do evento. “É incrível perceber o quanto cada estado tem sua identidade e como existe uma admiração mútua entre as culturas. O pessoal do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul vem tomar um chimarrão conosco, e nós vamos até eles para tomar um tererê. E a erva é exatamente a mesma!”, destaca. Gaúcho e tradicionalista, Leo também vê no encontro uma oportunidade de compartilhar suas raízes. “É uma satisfação muito grande representar a cultura gaúcha como engenheiro civil e como alguém que ama o nosso chão. É uma forma de mostrar a outras pessoas quem nós somos de verdade.”

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Nayara Duailibi


A integração também marca a experiência da geóloga Nayara Duailibi, de Rondônia, presidente da Associação Profissional dos Geólogos de Rondônia e integrante do comitê do Programa Mulher pelo Solo no estado. Para ela, esta edição proporcionou uma aproximação especialmente significativa entre os comitês do programa e profissionais de diferentes regiões. “Eu já tinha participado da Soea no ano passado, em Vitória, mas não tive uma integração tão grande quanto a deste ano. Conheci pessoas do Norte, do Rio Grande do Sul e de Alagoas. Fizemos até um movimento de vir com as blusas da região Norte. Foi muito legal essa conexão”, relata. Além do intercâmbio cultural, Nayara destaca a oportunidade de fortalecer as entidades de classe e ampliar o diálogo entre profissionais. Também integrante da diretoria da Federação Brasileira de Geologia, ela ressalta a importância de manter vivas as associações que, em muitos casos, antecedem a própria estrutura do Sistema Confea/Crea.

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Já o eng. civ. Antônio Valdo de Alencar, de Pernambuco, secretário-geral do Clube de Engenharia de Pernambuco, considera que a alternância das cidades-sede contribui para aproximar realidades e ampliar o conhecimento sobre o país. Para ele, outro destaque está na programação voltada à inovação. A transição do analógico para o digital e, agora, para a inteligência artificial representa um dos grandes desafios da profissão. “Precisamos avançar, mas sem deixar que a tecnologia substitua o ser humano.”

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Nanci Walter


Para a eng. amb. Nanci Walter, presidente do Crea-RS, esta edição da Soea tem um significado especial. “A edição ocorre em um contexto eleitoral diferente para o Sistema, com a alteração do calendário que tradicionalmente concentrava importantes eventos institucionais no segundo semestre. A mudança trouxe reflexos para a rotina da gestão e para a própria experiência de encerramento do mandato.”
Nanci destaca o agradecimento ao presidente do Confea, Vinicius Marchese, pela alteração do calendário e defende que a medida seja considerada nos próximos anos eleitorais. 

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 Luciane Almeida Ferreira


Na sua quarta participação na Soea, a eng. civ. e de seg. do trab. Luciane Almeida Ferreira, do Crea-RJ, destaca a tecnologia e a inteligência artificial como temas centrais desta edição. “Fico muito feliz em estar aqui mais uma vez. Tenho percebido que a tecnologia está muito presente nas palestras, especialmente a inteligência artificial. Confesso que essa nova tecnologia ainda me assusta um pouco, mas reconheço o quanto ela é importante para nós, engenheiros, e para o futuro da nossa profissão”, avalia. Luciane também agradece ao Confea pela oportunidade de participar novamente do encontro e reforça a importância de manter esses assuntos em pauta nas próximas edições. “Espero que as próximas Soeas continuem abordando esses temas, que considero extremamente importantes para o desenvolvimento da Engenharia nacional.”

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Ana Mirella de Jesus Silva


Estudante de Engenharia Civil de Sergipe, Ana Mirella de Jesus Silva, soube pela professora da 81ª Soea e veio pela primeira vez. “Hoje participei da palestra do Crea Jr. Achei muito interessante porque eles me acolheram, diante de tantas dúvidas como estudante até chegar a ser um ótimo profissional. Gostei muito das orientações e penso em participar mais do Crea Jr de Sergipe.”
 

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Josué Rocha


Para o eng. sanit. Josué Rocha, de Belém do Pará, diretor-geral da Mútua-PA, o destaque ficou para o painel do Infra Br. “Gostei muito porque é um material muito importante para a infraestrutura do nosso país.” 

Reportagem: Jô Santucci (Crea-RS)
Edição: Fernanda Pimentel (Confea)
Edição: Equipe de Comunicação da 81ª SOEA
Fotos: Dbrothers e Sto Rei/Confea