Rio de Janeiro, 24 de março de 2010.

José Antônio Lanchoti, presidente da Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Engenharia (Abea) e conselheiro federal suplente do Confea, abriu o debate falando sobre os números da educação dessas profissionais no Brasil. Em 2007, eram 53.514 alunos matriculados nas universidades, a maioria se encontrava na Região Sudeste: 26.062. Mas um dado chamou a atenção dos presentes e serviu de alerta: apenas 6.701 alunos completaram o curso de graduação. A Região Norte foi a mais afetada, somente 207 puderam se orgulhar de ter um diploma. No comparativo entre ingressantes e concluintes, no período 2003/2007, os dados revelam que 40% dos alunos se perderam pelo caminho. Em 2003, 11.215 pisaram na universidade, porém 6.701 se tornaram efetivamente profissionais. Os dados são do Instituto Nacional de Ensino profissional.
Lanchoti também falou sobre a atuação da Abea para a construção de cidades mais inclusivas - trabalho realizado em parceria com o Ministério das Cidades. O projeto tem o objetivo de promover a capacitação de profissionais, difundir o conceito do desenho universal, estimular o desenvolvimento tecnológico e sensibilizar a sociedade sobre a importância do tema. Para isso, a entidade realizou cursos e seminários, elaborou 6 cadernos orientativos e CD, com informações de normas e diretrizes, produziu um jogo para os jovens e o vídeo "Vacilos Urbanos". 
"O Sistema Confea/Crea e a Abea estão preocupados com a capacitação continuada dos profissionais. O Confea, por meio dos Creas, incentiva a realização de seminários, cursos e palestras nos Regionais", afirmou Lanchoti que aproveitou a oportunidade para convidar os presentes para as discussões da primeira etapa do 7º Congresso Nacionais de Profissionais (CNP) marcada para agosto deste ano.
"O Brasil deixou de ser rural e passou a ser urbano num curto espaço de tempo. Surgiram novas demandas como: acessibilidade, mudanças climáticas e a necessidade de os profissionais interagirem mais com as comunidades. Ao sair da universidade, os profissionais devem continuar em constante processo de atualização. Será que os profissionais formados há 10 anos estão preparados para esses desafios?", questionou Ana Virgínia Machado, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF) e representante do Sinaenco no evento. 
Melissa Ornelas
Assessoria de Comunicação do Confea
