Brasília, 25 de setembro de 2009.

Promovido pelo Confea, o debate tratou dos atrasos e avanços tecnológicos para a exploração do óleo bruto, da necessidade da remodelagem da indústria da cadeia petrolífera; formação de mão de obra especializada; geração de empregos, cerca de um milhão estão previstos; matéria-prima; maquinário e ainda questões de logística que envolvem transporte de pessoal para trabalhar em bases em alto mar a uma distância de 300 km, também foram temas debatidos.
Para o presidente do Confea, Marcos Túlio de Melo, o debate: “é um dos mais importantes a se fazer para as perspectivas do desenvolvimento brasileiro”. Para ele, o pré-sal “é uma oportunidade fantástica desde que se saiba transformá-la em riqueza para todo o país”.
Entusiasta do pré-sal em função dos “desafios técnicos que representa e que pode se tornar o impulso que faltava para que o país passe a figurar entre os seis maiores produtores mundiais, mas defendendo o desenvolvimento sustentável, Túlio de Melo acredita que o país não abandonará a produção de energia renovável: “os biocombustíveis com certeza terão continuidade”, afirma.
Paulo Metri defendeu como “estratégico” o valor geopolítico do petróleo, mas se posiciona contra a Petro-sal. Para ele a nova empresa “esvaziará a Petrobrás”. Hubner, por sua vez, lembrou as reuniões “secretas” que por meses consumiram horas de trabalho para que o anúncio do petróleo na camada pré-sal e tudo o que envolve essa exploração fosse bem elaborado.

Gabrielli desenhou o Brasil com todas as qualidades necessárias para atrair investimentos e não só na cadeia petrolífera: “grandes reservas, alta tecnologia, a industrial diversificada, grande mercado consumidor e estabilidade política, econômica e jurídica”.
A perfuração no pré-sal exige equipamentos complexos como sondas em alto mar, a dois mil metros de profundidade. O Brasil aluga essas sondas a um custo que varia de 500 a 600 mil dólares/dia e, segundo ele, deve produzir 28 delas até 2013.
Para explorar o pré-sal, adianta Gabrielli, “temos um elemento chave: treinamento de pessoal” - cerca de 243 mil pessoas estão sendo preparadas até 2016 - e “capitalizar a Petrobras”, além de mudar o marco regulatório e “adotar o modelo de partilha”, defende.
Maria Helena de Carvalho
Assessoria de Comunicação do Confea
