Polêmico, um dos grupos do CNP debate certificação profissional

Brasília, 27 de agosto de 2010

Apreciar e colocar em votação as 20 últimas propostas sistematizadas pelo 7º CNP, de um total de 55. A missão, que parecia tranquila e rápida, estendeu-se por toda a tarde desta sexta-feira (27/8) na sala que abrigou os 74 delegados do grupo. Enquanto os outros grupos já haviam encerrado as discussões, eles permaneciam solicitando destaques e discursando a favor e contra cada ponto das proposições. Mesmo com tantos contratempos, os trabalhos seguiram o cronograma estabelecido.

Das 15 propostas do Eixo 4  integração profissional e social  mais da metade (8) teve pedidos de destaque pelos delegados. A criação de uma Comissão Especial de Assuntos da Mulher iniciou o ciclo de polêmicas que marcaria a tarde. Mesmo sendo rejeitada pela maioria presente, a proposição foi defendida por Mari Jane Brandão de Almeida, do Crea-AM. “Precisamos trazer as mulheres para dentro do Sistema para que tenham direito à voz. Sabemos que muitas se sentem tímidas e a criação dessa comissão seria uma forma de participação. Tenho certeza de que não há mais espaço para o ‘Clube do Bolinha’”.

A proposta de número 45, que contempla certificação profissional, suscitou diversos depoimentos contrários. O principal argumento utilizado foi a não habilitação dos Creas para essa função. “Quem tem o papel de fiscalizar, não pode certificar”, destacou Ary Romcy (Crea-CE). Jéferson Salazar (Crea-RJ) disse, ainda, que a aprovação da certificação geraria mais ônus aos conselhos. “Temos que investir é em fiscalização”.

Polêmica
De manhã, a votação da proposição número 25, sobre as eleições via internet, terminou em empate. A decisão sobre o que fazer ficou, então, sob análise da Comissão Nacional do 7ª CNP. No meio da tarde, foi anunciado: a aprovação ou não da medida que previa a realização de eleições via internet ficaria a cargo do coordenador dos trabalhos: Paulo Constantino. O impasse de 28 votos pró e 28 contra chegou ao fim. Constantino deu seu voto de minerva rejeitando a proposta.

Paula Peres
Assessoria de Comunicação do Crea-MT