Brasília, 27 de agosto de 2010

Das 15 propostas do Eixo 4 integração profissional e social mais da metade (8) teve pedidos de destaque pelos delegados. A criação de uma Comissão Especial de Assuntos da Mulher iniciou o ciclo de polêmicas que marcaria a tarde. Mesmo sendo rejeitada pela maioria presente, a proposição foi defendida por Mari Jane Brandão de Almeida, do Crea-AM. “Precisamos trazer as mulheres para dentro do Sistema para que tenham direito à voz. Sabemos que muitas se sentem tímidas e a criação dessa comissão seria uma forma de participação. Tenho certeza de que não há mais espaço para o ‘Clube do Bolinha’”.
A proposta de número 45, que contempla certificação profissional, suscitou diversos depoimentos contrários. O principal argumento utilizado foi a não habilitação dos Creas para essa função. “Quem tem o papel de fiscalizar, não pode certificar”, destacou Ary Romcy (Crea-CE). Jéferson Salazar (Crea-RJ) disse, ainda, que a aprovação da certificação geraria mais ônus aos conselhos. “Temos que investir é em fiscalização”.
Polêmica
De manhã, a votação da proposição número 25, sobre as eleições via internet, terminou em empate. A decisão sobre o que fazer ficou, então, sob análise da Comissão Nacional do 7ª CNP. No meio da tarde, foi anunciado: a aprovação ou não da medida que previa a realização de eleições via internet ficaria a cargo do coordenador dos trabalhos: Paulo Constantino. O impasse de 28 votos pró e 28 contra chegou ao fim. Constantino deu seu voto de minerva rejeitando a proposta.
Paula Peres
Assessoria de Comunicação do Crea-MT
