Brasília, 29 de março de 2011.


Uma das autoridades presentes na mesa de abertura do evento, o ministro do Esporte, Orlando Silva. Segundo ele, as preocupações colocadas pelo presidente do Crea refletem as preocupações da sociedade brasileira. Ele elogiou a iniciativa do Sistema, ressaltando a importância dos mecanismos de controle social e de mobilização social, típicos do regime democrático. “Temos uma multiplicidade de interessados no processo de fiscalização: Tribunais de Contas, Ministério Público, parlamentos, além de sindicatos e corporações. Acredito na importância de iniciativas como essa e espero receber relatório com indicações no sentido de ajustar projetos, corrigir iniciativas e, dessa maneira, nos aproximar um pouco que seja do esforço e da expectativa que tem a sociedade brasileira”, afirmou.

O Ministro também se disse preocupado com o prazo de realização dos empreendimentos e ressaltou que 70% das obras deverão começar ainda este ano, sob pena de não ser entregue à FIFA quando o Mundial chegar. “A presidenta Dilma pretende convocar Brasília para fazer o alerta. Ela me orientou para que façamos um balanço público a cada três meses, sobre o andamento de cada empreendimento”, afirmou Orlando Silva. “O objetivo é que a sociedade possa identificar a fase de maturação do projeto, as responsabilidades, para que possa elogiar os que caminham bem, e analisar os projetos que tenham um andamento inadequado”. Orlando Silva disse confiar na resultante das audiências públicas, que será importante para aperfeiçoar o processo.

O senador Marcelo Crivella, presidente da Frente Parlamentar pela Engenharia, elogiou a iniciativa do Sistema Confea/Crea. “Ninguém melhor do que os engenheiros para apontar caminhos, atrasos, a qualidade dos serviços”, afirmou. Ele convidou os presentes para participarem das atividades do Senado. “Estamos discutindo no senado a Lei da Engenahria, importantíssima para a nossa profissão”, ressaltou. Também participaram da mesa de abertura o deputado federal Izalci Lucas; o diretor de planejamento do Ministério do Turismo, José Augusto Falcão; os presidentes dos Creas do Mato Grosso, Tarciso Bassan; de Goiás, Gerson Taguatinga; do Mato Grosso do Sul, Jary de Castro e de São Paulo, José Tadeu da Silva.
Ética
Em seu painel, ele apontou cinco estratégias a serem adotadas. A primeira refere-se a acordos setoriais na construção de pactos em setores como saúde, construção civil, energia e transporte.
“Somente a partir desse pacto, conseguiremos construir um legado para a sociedade que permaneça além da Copa de 2014. As outras estratégias referem-se, segundo Magri, à criação de indicadores de transparência, com informações que orientem os cidadãos e as organizações da sociedade civil para verificar a conduta dos gestores públicos. É necessário ainda, na perspectiva do projeto “Jogos Limpos Dentro e Fora dos Estádios, haver um pacto de transparência; controle social e mobilização da sociedade.
Infraestrutura
Wazquez mencionou uma série de obras com financiamento já previsto e que são parte do Plano Diretor. Entre elas, a Linha Amarela, integrando o Gama a Brasília, com previsão de custar R$ 731 milhões. Segundo Wazquez, essa obras já foi licitada e deve ter início este ano, com prazo de conclusão em 18 meses. Ele também mencionou a obra na DF 047, que liga o aeroporto à Asa Sul, orçada em R$ 170 milhões, e cujo processo de licitação deve começar no segundo semestre. Ele também mencionou o VLT, como uma obra fundamental para o sistema de transporte e para o resgate urbano da W3 Sul, obra foi orçada em U$ 1 bilhão. Além das obras com financiamento já previsto, o secretário estima a necessidade de R$ 4,6 bilhões em financiamento de obras estruturantes necessárias para viabilizar a nova concepção do transporte coletivo no Distrito Federal.
No segundo painel, Jonas Lopes mostrou as mudanças que estão sendo planejadas no aeroporto Juscelino Kubitschek, de Brasília, ressaltando a perspectiva de que ele se torne o segundo maior aeroporto do país, em movimento operacional (hoje é o terceiro, atrás de Guarulhos e Congonhas). “Temos muito potencial para alcançar essa meta nos próximos dois ou três anos”, afirmou. Segundo ele, no ano passado houve 14,3 milhões de passageiros em Brasília, que é caracterizado coma um aeroporto de distribuição de vôos domésticos. “Temos uma boa perspectiva de Brasília se transformar também num centro de distribuição de vôos internacionais”. A Audiência pública continua no período da tarde, com a realização de outros três painéis: Estádio Nacional de Brasília; Legado e Voluntariado e Controle e Fiscalização.
Veja o cronograma do projeto “Confea/Crea em Campo”.
Mariana Silva
Assessoria de comunicação do Confea
