Precisa-se de engenheiros

Basília, 5 de setembro de 2008

Os engenheiros estão em falta no mercado. O Brasil forma 20 mil novos profissionais por ano, número que não é suficiente para suprir a demanda. “No Brasil, há seis engenheiros para cada mil pessoas economicamente ativas, enquanto que o ideal seria ter 20 para essa mesma parcela da população”, afirma o engenheiro civil Marcos Túlio de Melo, presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea).

Com tanto déficit de profissionais, as indústrias encontram dificuldades com o baixo conhecimento técnico e experiência. Assim, os que se destacam são disputados, valorizados e bem remunerados. Segundo o vice-presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Distrito Federal (Crea-DF), José Augusto Fázio, a construção civil é parte fundamental para o desenvolvimento do país e carece de mão-de-obra especializada, principalmente com os novos projetos habitacionais que devem sair do papel em Brasília.

Profissionais como serventes, pedreiros, mestre-de-obras e engenheiros estão em falta no mercado. “Na época do Milagre Brasileiro, na década de 1970, o país investiu muito em infra-estrutura, e o crescimento do mercado fez muita gente escolher o curso de engenharia para suprir a necessidade do momento. Depois, com os profissionais formados, isso passou a não ser mais uma necessidade do país e os profissionais até ficaram desempregados e mudaram de área de atuação”, destaca Fázio. Ele acrescenta que, hoje, está sendo feito um investimento novo nessa área. Mas, por enquanto, esses profissionais qualificados não existem. E menos ainda na construção civil.” (MH)

Fonte: jornal Correio Braziliense