Presidente Lula ressalta importância da cadeia produtiva da construção civil para o desenvolvimento do Brasil

Maceió, 10 de junho de 2010.

Durante a cerimônia de abertura do 82ª edição do Encontro Nacional da Indústria da Construção Civil (Enic), realizada na noite desta quarta-feira (09), em Maceió, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou a importância da construção civil para o desenvolvimento do Brasil e o papel do Estado como regulador da economia. “O Estado não pode ser empresário, mas deve exercer o seu papel de regulador”, enfatizou ao lembrar a postura do país no enfrentamento da crise internacional. No discurso, Lula ainda destacou que deixará o país com uma reserva de US$ 250 bilhões.

De acordo com o presidente, o Produto Interno Bruto (PIB) do setor deve ser de 14,9% este ano, o que representa um crescimento significativo. “Os investimentos na área continuam acontecendo, contribuindo para gerar emprego e desenvolver a economia brasileira”, ressaltou, lembrando que nas duas últimas décadas o Brasil ficou sufocado, sem poder econômico e sem capacidade de investimento, dependendo da boa vontade do FMI (Fundo Monetário Internacional). “Durante esse tempo a construção civil perdeu metade dos postos de trabalho criados na década de 70. Os empresários não podiam fazer investimentos porque não havia crédito”, lembrou.

A mudança no cenário econômico do setor, de acordo com o presidente da República, aconteceu em função do volume de investimentos que o Governo Federal está realizando em todo o Brasil, seja com o Programa Minha Casa, Minha Vida, ou com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Essa situação não era vivenciada no Brasil desde o Governo do presidente Ernesto Geisel. Naquela época ele conseguiu alavancar a construção civil em decorrência da desvalorização do dólar”, lembrou o petista.

Destacando a disponibilidade de crédito para financiamentos, o presidente lembrou que o Brasil saiu de um volume de R$ 380 bilhões para R$ 1,5 trilhão disponíveis. “No passado falávamos num país capitalista sem capital, sem crédito no mercado, isso era uma heresia”, afirmou. Ele ainda destacou que o Brasil avançou, também, porque aprendeu que o desenvolvimento acontece quando os trabalhadores, empresários e os governos trabalham juntos e em parceria.

Bem humorado e descontraído, o presidente, ao chamar os empresários de companheiros, ressaltou a evolução da relação entre o seu governo e o empresariado brasileiro. “Aprendemos que empresários e trabalhadores precisam do Estado. E que o Estado precisa deles. Juntos construiremos uma sociedade cada vez mais justa”, afirmou. Ele ainda ressaltou que a arte de governar é fazer com que o Estado aja na hora certa

Antecedendo o discurso do presidente Lula, Paulo Safady Simão, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic)  promotora do evento  falou que o setor produtivo da construção civil gera 10 milhões de empregos diretos e indiretos nas mais de 130 mil empresas formais existentes no país. “Somos mais de 85% do PIB da construção brasileira”, afirmou ao lembrar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que os “insuportáveis vícios da burocracia brasileira precisam ser revistos, sob pena de causar ainda mais entraves ao desenvolvimento do país”.

Já Marcos Holanda, presidente do Sinduscon-AL  realizador do 82o enic  afirmou que “mudar mentalidades e trabalhar conjuntamente é um processo de busca de cidadania”. Ele destacou que apesar dos avanços alcançados, o setor não poderia deixar de ver também as dificuldades, que são ainda mais sentidas pelas empresas de pequeno porte em função da burocracia existente no Brasil.

O Sistema Confea/Crea prestigiou o 82o enic com a presença dos presidentes Marcos Túlio de Melo (Confea), Aloísio Ferreira (Crea-AL), Jary de Carvalho e Castro (Crea-MS), Roberta Pereira de Castro (Crea-TO).

Ondine Bezerra
Assessoria de Comunicação do Confea