Profissionais catarinenses encerram última etapa do CEP no estado

Florianópolis, 22 de maio de 2010.

Cerca de 400 profissionais da área tecnológica de Santa Catarina, eleitos nos encontros microrregionais realizados nos meses de março e abril, participam até este sábado (22) da 10 ª edição do Congresso Estadual de Profissionais da Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CEP-SC), realizado em Florianópolis. Os profissionais catarinenses vão aprovar durante o congresso 26 propostas e eleger 13 delegados que representarão o estado nas etapas nacionais, em Cuiabá (agosto) e Brasília (novembro).

No estado, além dos cinco eixos temáticos (formação profissional; exercício profissional; organização profissional; integração profissional e social e inserção internacional), o CEP-SC introduziu o sexto eixo: pensando Santa Catarina. A ideia é retirar desse eixo propostas que serão apresentadas aos candidatos do estado nas próximas eleições.

Dos eventos preparatórios, que contaram com a participação de 1.200 profissionais, nasceram 211 propostas e 11 moções. Dessas, 141 foram sistematizadas num caderno de propostas levado ao CEP para a discussão, em grupos, e a retirada das 26 propostas finais do estado.

O formato usado em Santa Catarina surpreendeu positivamente o presidente do Confea, Marcos Túlio de Melo, que participou do último dia (sábado, 22) do CEP catarinense. “É uma satisfação ver a qualidade desse congresso que vocês estão concluindo hoje. Vi aqui em Santa Catarina um nível de organização enorme. Agora temos que definir como será a nossa representação e a quem caberá, dentro do limite de atuação das nossas organizações, a implantação dessas propostas. Só assim teremos mais presença política para a valorização das nossas profissões, discussão e implantação de novas políticas públicas”, defendeu.

Sobre a atual conjuntura econômica brasileira e essa relação com esta edição do Congresso Nacional de Profissionais (CNP), Marcos Túlio lembrou que essa é a primeira vez que o Sistema Profissional realiza um congresso numa conjuntura econômica de crescimento. “Nos anteriores, vivíamos um período de recessão, não havia mercado de trabalho e o nível de reconhecimento das nossas profissões era baixo”, relembrou.

De acordo com Marcos Túlio, outro ponto que o Sistema Profissional deve fazer uma reflexão aprofundada, agora com novos paradigmas, é a inserção internacional, dado o atual reconhecimento do papel do Brasil no mundo. “O BRIC – bloco formado pelo Brasil, Rússia, Índia e China – aponta com um potencial maior de assumir um novo papel na economia mundial. “Precisamos discutir e tirar dos congressos propostas sobre a inserção da nossa categoria, dos profissionais e do próprio Sistema nesse novo cenário”, sugeriu.

Sobre as questões internas do Brasil, o presidente do Confea lembrou que o país, ao iniciar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), se deparou com a falta de projetos. “Havíamos perdido a capacidade de planejamento e destruímos a nossa engenharia pública e o setor de projetos. Hoje o Brasil está resgatando essa necessidade de planejar o futuro, mas isso exige uma visão de médio e longo prazo. O planejamento dessa agenda que estamos propondo não é somente para o nosso Sistema, mas para que possamos pensar projetos nacionais e regionais”, disse Marcos Túlio.

Ele lembrou que o Projeto Pensar o Brasil, criado pelo Confea, já derivou em outros projetos, como o Pensar as Américas – com seminário já realizado em março, no Recife, e apoiado pela Upadi. Além do Pensar a Venezuela – projeto realizado pelo Colégio de Engenheiro (CIV) daquele país.

Marcos Túlio ainda defendeu que os profissionais precisam refletir sobre a ética das prioridades, ao citar palestra realizada pelo senador Cristovam Buarque, no Congresso do Distrito Federal. “Será que devemos destinar o montante de recursos já especificados para a construção de novos estádios para a Copa de 2014? Será que os investimentos que serão destinados aos aeroportos, em detrimento às rodoviárias, por exemplo, é a opção mais adequada? Será que não deveríamos discutir essa ética de prioridades?”, propôs.

Eleição e posse – durante a participação do presidente do Confea em Santa Catarina, foi dada posse aos profissionais eleitos na sexta-feira (21) para o Cedec – Colégio Estadual de Entidades de Classe de Santa Catarina. “Aqui no estado temos 61 entidades de classe com registro no Crea. Queríamos ter um colegiado de entidades representativo. Um órgão consultivo e orientativo”, salientou o presidente do Crea-SC, Raul Zucatto. “Que vocês traduzam a vontade das nossas organizações e entidades de classe”, disse, ao lembrar que o Cedec já foi homologado pelo plenário do Crea.

Para coordenação do Cedec foi eleito José Carlos Paiva. Na coordenação-adjunta Paulo Fernando Squizzato. Os demais membros da diretoria são integrantes de alguma das 48 entidades já vinculadas ao colegiado.

Ondine Bezerra
Assessoria de Comunicação do Confea