Profissionais debatem projeto de Nação

Cuiabá, 25 de agosto de 2010.

Mesmo com a ausência dos candidatos à presidência da República, mais de 2 mil profissionais lotaram o plenário para discutir propostas para um projeto de Nação. De acordo com o presidente do Confea, Marcos Túlio de Melo, foram feitos inúmeros contatos com os comitês dos três primeiros candidatos à presidência. No entanto, por problemas de agenda, os candidatos não puderam comparecer.

“Elaboramos um documento – a partir de inúmeras discussões entre os profissionais - com propostas comprometidas com um projeto de Nação. E, a partir desta perspectiva, nessa linha de mobilização, o projeto Pensar o Brasil e Construir o Futuro da Nação cumpre o seu papel, apresentando eixos comprometidos com o desenvolvimento sustentável”, declarou o presidente do Confea, Marcos Túlio de Melo. Pensar o Brasil é um projeto estratégico que tem o objetivo de promover e qualificar o debate sobre políticas públicas, articulado e organizado com a participação dos profissionais, dos movimentos sociais, dos governos e outras entidades da sociedade civil.

De acordo com o coordenador do Colégio de Presidentes, Jonas Dantas, é preciso agregar valor ao debate da sustentabilidade, manifestando um pensamento que contemple desenvolvimento sustentável, biodiversidade, soberania nacional e tecnologia. As propostas do documento elaborado para os candidatos foram discutidas em um seminário do projeto Pensar o Brasil realizado em julho deste ano, em Brasília, com as lideranças do Sistema Confea/Creas e, logo em seguida, aprovadas pelo plenário do Confea.

O coordenador do projeto, José Carlos Xavier, explicou que o documento é fruto de inúmeras discussões e seminários realizados pelo País. “A partir do debate, elencamos alguns eixos a serem priorizados visando à construção de um Projeto de Nação”, explicou. Os pontos apresentados foram: energia, desenvolvimento e fontes renováveis; pré-sal , soberania e financiamento da sustentabilidade; transportes; habitação; mobilidade urbana; universalização dos serviços de saneamento básico; produção de alimentos no espaço rural para o Brasil e para o mundo; questões ambientais e desenvolvimento com sustentabilidade; mudanças climáticas; recursos hídricos; infraestrutura continental; investimento em educação; valorização profissionais das áreas de Ciência, Tecnologia e Inovação e fomento do Parque Consultivo Nacional.

Camila Marins
Assessoria de Comunicação da Fisenge