Brasília, 20 de maio de 2009
As propostas foram apresentadas por Marcos Túlio de Melo, que preside o Conselho brasileiro. Para ele, “aos 20 anos, é salutar que a Ciam projete os desafios futuros e defina metas visando à elaboração das regras que vão nortear o trânsito de profissionais que realizam trabalhos temporários nos países que compõe o bloco”.
Túlio de Melo, que colocou a equipe de planejamento do Sistema Confea/Crea à disposição da Comissão, recebeu o apoio de Domingo Gandolfo, presidente da Federação Argentina de Engenharia Civil. “O planejamento deve estar compromissado considerando as realidades acadêmicas de cada país e o mercado de trabalho”, defende Gandolfo.
Liberalino de Souza, presidente da Federação Nacional de Engenharia Mecânica e Industrial (Fenemi), que participou do encontro como representante do Cden, lembrou que “a definição do perfil do profissional para atuar no Mercosul avançou quanto à carga horária dos cursos, 3.600 horas, como acontece no Brasil”. Ele acredita que o estabelecimento dessas regras “deve levar em consideração o conteúdo das matrizes do conhecimento”, que são elaboradas pelos especialistas do Confea, e que se traduzem na Resolução 1.010/05, que trata da concessão de atribuição profissional.
Outro tema discutido durante a reunião do comitê executivo da Ciam, foi a segurança dos edifícios, tanto os existentes quanto os que estão em construção.
Liberalino afirmou que o assunto já vem sendo tratado no âmbito do Colégio de Entidades Nacionais (Cden), e que, após ser apresentado por Luis Perri, presidente do Conselho de Engenharia Civil de Buenos Aires, deve ser também incluído na pauta da Ciam: “a engenharia de segurança do trabalho atua durante a obra, mas deve continuar após a sua conclusão com os cuidados de manutenção para segurança dos moradores e de quem trabalha em edifícios”, afirma. Perri defende ainda que “o trabalho de controle e fiscalização deve ser interdisciplinar”.
Maria Teresa Oino, do Paraguai, destacou que a incorporação de termas interdisciplinares na Ciam “é uma necessidade”, opinião compartilhada por Valmir Antunes, coordenador da Ciam-Brasil para quem “sustentabilidade e acessibilidade, além das questões climáticas, também devem integrar a pauta da Comissão permanentemente”.
Amarildo Uchoa, presidente do Crea-AC e integrante da comitiva brasileira na qualidade de representante do Colégio de Presidentes (CP) junto à Ciam, disse que “é fundamental” a participação da Ciam no Fórum da Amazônia, que acontece em maio de 2010, inicialmente em Lima, no Peru, e depois em Rio Branco, capital do Acre. Ele sugere que a Comissão “deve incluir o evento entre os compromissos do próximo ano”.
Maria Helena de Carvalho
Assessoria de Comunicação do Confea
Colaboração da Arqª. e Engª. Carmem Eleonôra C. Amorim Soares
Assessora Internacional do Confea
