Seminário sobre tecnologia abriu as comemorações do 11 de dezembro na Bahia

Salvador, 11 de dezembro de 2009.

As vantagens da utilização da energia nuclear, como ferramenta tecnológica para o desenvolvimento sustentável no Brasil, foi o assunto apresentado pelo chefe do escritório da Eletronuclear no Nordeste, engenheiro Carlos Henrique Mariz, na noite da quarta-feira (09), no Bahia Othon Palace, Salvador. A palestra, promovida pelo Crea-BA, com os apoios do Colégio Estadual de Entidades e do Núcleo Estadual Pensar o Brasil, abriu o I Seminário de Tecnologia e Desenvolvimento, que marca as comemorações do Dia do Engenheiro e do Arquiteto na Bahia.

Segundo Mariz, o tema  energia nuclear  geralmente é considerado polêmico e a oportunidade criada pelo Conselho é o momento ideal para o esclarecimento de ideias a respeito do assunto, já que existe a possibilidade de instalação de uma usina nuclear entre os estados da Bahia e de Pernambuco. “Na região Nordeste é necessário trazer energia de fora ou produzir internamente para diminuir o déficit de consumo por habitante”, disse.

Enquanto a produção mundial de energia depende da exploração do carvão mineral  41% da energia elétrica do mundo é proveniente desse elemento, a França, detentora da tecnologia nuclear mais avançada, é responsável por 76% de toda a energia produzida. O Brasil ocupa a 10ª posição no globo na produção de energia elétrica (3%), mas está na posição 90º em consumo per capita. O engenheiro da Eletronuclear informou que 19 locais já foram selecionados para receber a nova central nuclear.

“Na Bahia pontuamos cinco localidades que atendem aos 76 requisitos necessários para a implantação. Entre eles, a disponibilidade de recurso hídrico e a potencialidade da região escolhida para ampliação, no futuro, de até seis unidades, além do levantamento do impacto ambiental e com a comunidade local". Ele salientou que esse estudo realizado pela Eletrobrás sinaliza os lugares, mas a decisão final é definida pelo governo federal. “Tudo vai depender da competência municipal para manusear esse tipo de tecnologia”, explica. Mariz ainda defende a utilização da energia nuclear no Brasil, alegando que ela reduz os motes geradores do efeito estufa, atém de possuir menores custos de operação.

A mesa de abertura do evento, que terminou na ontem (10), teve a presença do vice-presidente do Crea-BA, engenheiro civil Edgarde Cerqueira, a técnica Ineivea Farias, representando a Mútua, o secretário da Indústria e Comércio do Estado da Bahia, James Correia, o secretário municipal de Transportes e Infraestrutura, Almir Melo e os engenheiros coordenadores do Projeto Pensar o Brasil, Caiuby Alves da Costa (Estadual), e José Carlos Xavier (Nacional). “Eu não concebo discutir a pauta de assuntos sugerida para esse seminário: meio ambiente, tecnologia e sustentabilidade, se não ficar claro que essas questões precisam estar atreladas à melhoria da qualidade de vida e inclusão social da população”, disse Xavier.

Helane Bomfim
Assessoria de Comunicação do Crea-BA