Brasília, 24 setembro de 2009.
Ao abrir a sessão, José Sarney lembrou da atitude “visionária” do ex-presidente Nilo Peçanha, que, em 1909 criou 19 Escolas de Aprendizes e Artífices uma em cada unidade da federação da época , o que seria um embrião da Rede Federal de Ensino Técnico. “Na época, a atitude visionária de conceder preparo técnico-profissional para as camadas menos favorecidas da população. Hoje, o ensino técnico profissional avançou e os profissionais técnicos são tão importantes para o desenvolvimento do Brasil quanto os tecnólogos e os bacharéis da área tecnológica”, afirmou Sarney.
O ministro da educação, Fernando Haddad, foi um dos oradores que discursaram na tribuna do Senado. Ele ressaltou o projeto de expansão do número de escolas técnicas no país e a interiorização das unidades. Até 2003 havia 104 unidades e o projeto do atual governo é que até 2010 haja 214 novas escolas técnicas. “Vamos construir, em poucos anos, uma vez e meia o número de escolas que foram inauguradas em quase cem anos”, disse o ministro.
Haddad informou também que 20% dos recursos enviados aos institutos de formação técnica e industrial serão direcionados à formação de professores de química, matemática e outras disciplinas que são a base do conhecimento técnico-científico. “Essa será a porta de entrada para formarmos mais agrônomos, mais engenheiros, geólogos, enfim, mais profissionais da área tecnológica”, ressaltou o ministro da Educação.
Para o presidente do Confea, Marcos Túlio de Melo, os técnicos têm um papel fundamental no processo de desenvolvimento do Brasil. “É uma satisfação saber que o número de escolas técnicas vai dobrar nos próximos anos. Parabéns aos técnicos”, comemorou Túlio de Melo.
A conselheira Maria Luiza Poci Pinto, técnica em meteorologia, considerou a solenidade realizada no Senado como o fechamento de um ciclo de esforço e de reconhecimento à categoria. “É uma categoria essencial para o desenvolvimento do Brasil. O técnico é quem faz a articulação entre o profissional de nível superior e o operário da obra. É uma categoria que precisa ser cada vez mais reconhecida”, afirmou a conselheira. Além dela, outros dois conselheiros representam os profissionais de nível técnico no plenário do Confea: o conselheiro Lino Gilberto da Silva e a conselheira Iracy Vieira Santos Silvano, ambos técnicos em edificações.
Saiba mais sobre a expansão da Rede Federal de Ensino Técnico.
Mariana Silva
Assessoria de Comunicação do Confea
