Serviços profissionais são destaque no II Fórum Brasil e Estados Unidos

Brasília, 25 de junho de 2009

O II Fórum Brasil e Estados Unidos reuniu especialistas em política externa dos dois países ontem, 24 de junho, na sede da Federação de Comércio de São Paulo (Fecomércio), para debater comércio internacional, políticas econômicas, recessão e perspectivas diante da atual situação global.

Organizado pelo Conselho de Relações Internacionais da Fecomércio e do Center for Hemispheric Policy of University of Miami, o evento contou com a participação do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Clifford Sobel. Na abertura do evento, ele discorreu sobre sinergias entre Brasil e Estados Unidos. “A dimensão geográfica, a diversidade cultural e o espírito empreendedor são alguns exemplos de semelhanças entre os dois países”, destacou o embaixador. Ele enfatizou que o momento atual propicia muitas oportunidades de cooperação na área técnica, principalmente nos setores de biocombustíveis e de tecnologia da informação.

O primeiro painel do evento – Política Externa: o Brasil está melhor na foto? – contou com a presença do ex-ministro das Relações Exteriores, Luis Felipe Lampreia; do professor da Johns Hopkins University, Riordan Roett e do diretor do Institute Woodrow Wilson International Center for Scholars, Paulo Sotero. Eles discutiram temas relacionados à atual crise mundial e como o Brasil enfrenta essa situação. Eles foram unânimes em afirmar que o Brasil consolida-se hoje como uma liderança global.

Outro tema, Política econômica: a recessão e as perspectivas para o Brasil e os Estados Unidos, foi debatido por Marcelo Carvalho, da Morgan Stanley, e John Welch, economista-chefe do Banco Itaú Unibanco. Eles consideram uma perspectiva razoável que a atual recessão dos Estados Unidos acabe no primeiro semestre de 2010 e que a economia do país leve ainda um ano para se recuperar. Quanto ao Brasil, a perspectiva é que o país consiga se equilibrar, pois aumentou a liquidez; modificou a legislação trabalhista e previdenciária e saiu de devedor para credor no Fundo Monetário Internacional (FMI).

Com tema “Comércio: livre, justo ou o quê?”, Mario Marconini salientou que, após a crise oriunda dos Estados Unidos, é preciso rediscutir a melhor forma de governança global. Gary Hufbauer, professor do Peterson Institute of International Economics, de Wasgington D.C., compartilhou da mesma opinião e destacou que o Brasil pode se destacar no contexto internacional.

Em outro painel de discussões, o professor José Goldemberg falou sobre sequestro de carbono, uma alternativa ambiental em que, segundo ele, empresas de países adquirem o “direito de poluir” com a compra de créditos de carbono de países em desenvolvimento que, pelo seu perfil histórico, são menos poluidores.

A assessora internacional do Confea, eng. e arq. Carmem Eleonôra Amorim, esteve no evento e contribuiu na discussão do tema acesso a mercado, além de ter mantido conversas com Susan Purcel, diretora do Center for Hemispheric Policy of University of Miami.     

Assessoria de Comunicação do Confea
Colaboração: Eng. e arq. Carmem Eleonôra Amorim Soares