Tendências da nova década: as apostas do mercado em 2011

Sílvia Gusmão - JC Online, 24 de janeiro de 2011 | 20h51

Cada conjuntura socioeconômica demanda uma maior atuação de determinados grupos profissionais. O Brasil de 2011 chega com necessidades específicas de mão de obra em algumas áreas e que devem seguir fortes ainda por vários anos. Apesar do mercado em constante transformação, não impede que se arrisque apontar certas tendências: infraestrutura, energia, telecomunicações, tecnologia e óleo e gás são as grandes apostas.

Especialistas detalham alguns dos setores com perspectivas de crescimento. A tecnologia figura entre os mais importantes, visto que a grande parte dos processos produtivos e de prestação de serviços passa por um suporte tecnológico e fazem uso da rede mundial de computadores. “Tudo o que se fala em termos de desenvolvimento impacta na área de tecnologia”, destaca Alexia Franco, líder da operação da Hays, empresa da área de recrutamento. Tecnologia da informação, comunicação, telecomunicações e negócios virtuais entram como subconjuntos dessa grande área.

Outro setor importante é o que envolve o meio ambiente. Sempre com foco na sustentabilidade, formações como agronomia, engenharia ambiental e engenharia hídrica devem encontrar um mercado bastante aberto por, pelo menos, mais uma década. O destaque nessa área são as recentes descobertas de reservas de petróleo no País que aqueceram o setor de óleo e gás, atraindo investimentos. Alexia Franco lembra que, se até a década passada, as empresas do ramo tinham apenas representações no Brasil, agora já querem ter estruturas próprias aqui.

A necessidade de investimentos em infraestrutura e transportes alavanca mercados como o da construção civil. Além da demanda vinda do setor produtivo que se desenvolve no País, eventos de proporções mundiais como a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 mobilizam empresas e governo a melhorarem a estrutura das cidades brasileiras.

Outro segmento promissor é de seguros e segurança. O bom momento da economia e o aumento da renda trazem um novo perfil na relação dos brasileiros com bens de consumo. Uma nova camada da população tem condições econômicas para adquirir bens que antes não tinha, como imóveis e automóveis; fazendo surgir um novo público para as empresas de seguros.
Ninguém deve direcionar sua carreira pensando apenas nas profissões em alta
Quanto a Pernambuco, tem surgido a abertura para atividades que não integravam o tecido econômico tradicional do Estado, afirma a economista Tânia Bacelar. Profissões vinculadas ao setor do petróleo e gás vão crescer por causa do pré-sal; assim como a indústria naval. Em sua opinião, todos os segmentos inéditos na história econômica do Estado vão gerar demandas por profissionais como engenheiros, administradores, economistas, pessoal de TI. Sem falar das oportunidades para químicos, biólogos, farmacêuticos por causa do pólo farmacoquímico.

No entanto, faz uma ressalva: ninguém deve direcionar sua carreira pensando apenas nas profissões em alta. “A escolha da profissão tem de considerar as habilidades e as preferências das pessoas. Não se pode tomar uma decisão importante olhando apenas no direcionamento do mercado de trabalho.” Faz todo sentido. Afinal! Se o mercado é volátil, decidir o futuro profissional de olho apenas nas oportunidades que ele oferece, arrisca-se não conseguir transformá-las em ganhos efetivos para a carreira.

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