Brasília, 11 de agosto de 2026

Riscos psicossociais passaram a ser incluídos no monitoramento de ambientes de trabalho, disciplinado pela Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). Uma proposta de normativo para padronizar a identificação e o monitoramento desses riscos nas atividades técnicas de segurança do trabalho foi apresentada pelo Crea-RJ, na última semana, durante reunião da Coordenadoria de Câmaras Especializadas de Engenharia de Segurança do Trabalho (CCEEST), realizada em São Luís, MA.
Para o coordenador nacional da CCEEST, eng. mec. e de seg. trab. Diego Rosa dos Santos (Crea-MA) a atualização da norma é um ponto-chave da atuação da Coordenadoria neste ano. "As regiões têm particularidades, mas os procedimentos de fiscalização precisam ser uniformizados e harmônicos", afirma. "A proposta do coordenador Padilha, do Crea-RJ, é editar um normativo que estabeleça diretrizes técnicas mínimas para identificar, avaliar e monitorar os fatores de risco psicossocial relacionados ao trabalho", explica Diego Rosa, que espera que a padronização das avaliações traga ganhos relevantes para os profissionais do sistema.

Business Intelligence pode mudar o planejamento da fiscalização
Alguns Creas utilizam ferramentas de tratamento de dados para planejar ações fiscalizatórias, entre eles o Crea-SC e o Crea-MA, que permitem acompanhamento em tempo real das ações e um panorama consolidado para subsidiar as decisões das câmaras especializadas. "Quando temos um volume de dados, isso facilita a gestão das ações. As tecnologias que nos ajudam a captar e tratar esses dados concentram melhor a definição das ações e vão alavancar o processo de fiscalização dos Creas na área de segurança do trabalho", afirma Diego Rosa, ao celebrar a troca de experiência entre os Creas.

Metas de fiscalização
Segundo Diego Rosa, os Creas têm relatado dificuldades operacionais recorrentes. "Há um descompasso entre a capacidade de fiscais e o volume de atribuições, além da dificuldade de deslocamento e da ausência de inspetorias regionais, o que dificulta ainda mais o trabalho em estados grandes", afirma o coordenador. Ele cita também a centralização das sedes, muitas vezes concentradas na capital, como um fator que dificulta a descentralização da fiscalização, e aponta que as metas nacionais precisam levar em conta as particularidades operacionais de cada Crea.
Expectativas
A CCEEST volta a se reunir em novembro. O grupo espera fechar o ano com propostas concretas voltadas à uniformização e à padronização dos processos de fiscalização em segurança do trabalho, tema que tem orientado as discussões da coordenadoria ao longo das três primeiras reuniões de 2026.
Beatriz Leal
Equipe de Comunicação do Confea
Fotos: Confea
